Denzinger · DH 3592

DH 3592

Pergunta 2: Os argumentos que se costumam tirar, ora da insólita ausência do nome de Paulo e da omissão do costumeiro exórdio, ora da pureza da língua grega, da elegância e da perfeição da dicção e do estilo, ora do modo como se alega o Antigo Testamento e a partir dele se argumenta, ora de certas diferenças que se pretende existem entre a doutrina desta carta e a das demais epístolas de Paulo, têm força para infirmar de alguma maneira sua origem paulina; ou será que, antes, a perfeita harmonia de doutrina e sentenças, a semelhança de advertências e exortações, assim como a consonância de locuções e das próprias palavras – louvada até por diversos não-católicos – que se observa entre ela e os demais escritos do Apóstolo dos gentios, demonstram e confirmam a origem propriamente paulina? Resp.: Não quanto à primeira parte, sim quanto à segunda.

Latim

Qu. 2: Utrum argumenta, quae desumi solent sive ex insolita nominis Pauli absentia et consueti exordii salutationisque omissione in epistola ad Hebraeos – sive ex eiusdem linguae graecae puritate, dictionis ac stili elegantia et perfectione, – sive ex modo, quo in ea Vetus Testamentum allegatur et ex eo arguitur, – sive ex differentiis quibusdam, quae inter huius ceterarumque Pauli epistolarum doctrinam exsistere praetenduntur, aliquomodo eiusdem paulinam originem infirmare valeant; an potius perfecta doctrinae ac sententiarum consensio, admonitionum et exhortationum similitudo, necnon locutionum ac ipsorum verborum concordia a nonnullis quoque acatholicis celebrata, quae inter eam et reliqua Apostoli gentium scripta observantur, eamdem paulinam originem commonstrent atque confirment? Resp.: Negative ad primam partem; affirmative ad alteram.

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