DH 3622
22. Conhecemos a existência de Deus não por intuição imediata, nem por demonstração a priori, mas a posteriori, ou seja, “pelas criaturas” [Rm 1,20], conduzindo o argumento do efeito até as causas; isto é, partindo das coisas que se movem e não podem ser seu próprio adequado princípio de movimento, até chegar a um primeiro motor imóvel; da produção das coisas mundanas por causas subordinadas entre si, até uma causa primeira não causada; das coisas corruptíveis que tanto podem ser como não ser, até o ente absolutamente necessário; daquilo que segundo diminutas perfeições do ser, viver, compreender, ora mais, ora menos é, vive e entende, até aquilo que maximamente compreende, maximamente vive, maximamente é; finalmente, da ordem do universo até o intelecto separado que ordenou e dispôs as coisas e as dirige ao fim.
22. Deum esse neque immediata intuitione percipimus, neque a priori demonstramus, sed utique a posteriori, hoc est, “per ea quae facta sunt” [Rm 1,20], ducto argumento ab effectibus ad causam: videlicet, a rebus quae moventur et sui motus principium adaequatum esse non possunt, ad primum motorem immobilem; a processu rerum mundanarum e causis inter se subordinatis ad primam causam incausatam; a corruptilibus quae aequaliter se habent ad esse et non esse, ad ens absolute necessarium; ab iis quae secundum minoratas perfectiones essendi, vivendi, intelligendi, plus et minus sunt, vivunt, intelligunt, ad eum qui est maxime intelligens, maxime vivens, maxime ens; denique, ab ordine universi ad intellectum separatum, qui res ordinavit, disposuit, et dirigit ad finem.