DH 3675
Que Cristo seja chamado “rei” no sentido metafórico, em virtude do sumo grau de excelência pelo qual ele se distingue entre todas as criaturas e as ultrapassa, vem de um uso de longa data e comum. Assim se pode dizer que ele reina nas mentes hu- 783 manas … ou também nas vontades dos homens … . Enfim, Cristo é reconhecido rei dos corações. Todavia, para penetrar mais a fundo neste assunto, não há quem não perceba que o nome e poder de rei, no sentido próprio do termo, devem ser atribuídos a Cristo em sua humanidade; com efeito, só enquanto homem é que se pode dizer que ele recebeu do Pai o poder e a honra [cf. Dn 7,13s], porque é impossível que o Verbo de Deus, enquanto da mesma substância do Pai, conseqüentemente não tenha tido tudo em comum com o Pai o supremo e absoluto domínio sobre todas as coisas criadas. sobretudo segundo Nm 24,19; Sl 2; Sl 45[44],7; 72[71],7s; Ap 1,5; 19,16; Hb 1,2.)
Ut translata verbi significatione “rex” appellaretur Christus ob summum excellentiae gradum, quo inter omnes res creatas praestat atque eminet, iam diu communiterque usu venit. Ita enim fit ut regnare is in mentibus hominum dicatur …, in voluntatibus item hominum … . Cordium denique rex Christus agnoscitur … . [596] Verum, ut rem pressius ingrediamur, nemo non videt, nomen potestatemque regis, propria quidem verbi significatione, Christo homini vindicari oportere; nam, nisi quatenus homo est, a Patre potestatem et honorem et regnum accepisse [cf. Dn 7,13s] dici nequit, quandoquidem Dei Verbum, cui eadem est cum Patre substantia, non potest omnia cum Patre non habere communia, proptereaque ipsum in res creatas universas summum atque absolutissimum imperium. (Mostra-se a partir da Sagrada Escritura que Cristo é rei, Is 9,6s; Jr 23,5; Dn 2,44; 7,13s; Zc 9,9; Lc 1,32s; Mt 28,18;