DH 3713
… Ora, neste benefício do sacramento, além da inviolável estabilidade, contêm-se ainda outras mais excelentes vantagens, admiravelmente designadas pelo próprio vocábulo de sacramento, pois para os cristãos esta palavra não é vã e vazia de sentido, porque o Cristo Senhor, “que instituiu e levou à perfeição os veneráveis sacramentos” [Concílio de Trento, sessão 24ª: *1799], elevando à dignidade de verdadeiro e real sacramento da Nova Lei o matrimônio dos seus fiéis, tornou-o de fato sinal e fonte da especial graça interior pela qual “levou à perfeição aquele amor natural, confirmou a unidade indissolúvel e santificou os cônjuges” [ibid.] E já que Cristo estabeleceu também o consentimento matrimonial válido, entre os fiéis, como sinal da graça, deriva daí que o caráter do sacramento está tão intimamente ligado ao matrimônio cristão que, entre os batizados, não pode haver matrimônio “que não seja por este mesmo fato sacramento”. …
[554] … Verum hoc sacramenti bono, praeter indissolubilem firmitatem, multo etiam celsiora emolumenta continentur, per ipsam sacramenti vocem aptissime designata: christianis enim hoc non inane et vacuum est nomen, cum Christus Dominus “sacramentorum institutor atque perfector” [Concilium Tridentinum, sessio XXIV: *1799], suorum fidelium matrimonium ad verum et proprium Novae Legis Sacramentum provehendo, illud re vera effecerit peculiaris illius interioris gratiae signum et fontem, qua eius “naturalem illum amorem perficeret, et indissolubilem unitatem confirmaret, coniugesque sanctificaret” [ibid.]. Et quoniam Christus ipsum coniugalem inter fideles validum consensum signum gratiae constituit, ratio sacramenti cum christiano coniugio tam intime coniungitur, ut nullum inter baptizatos verum matrimonium esse possit, “quin sit eo ipso sacramentum”. …