DH 3775
Repetidas vezes ensinastes aos vossos fiéis que a Igreja, ainda que à custa de graves sacrifícios de sua parte, deseja favorecer a paz e a ordem e condena toda rebelião injusta, isto é, a violência contra os poderes constituídos. No mais, é vossa também a afirmação de que, se alguma vez os próprios poderes impugnam manifestamente a verdade e a justiça, de sorte que destruem os próprios fundamentos da autoridade, não se vê por que condenar aqueles cidadãos que se aliam em defesa própria e para salvar a nação, usando de métodos lícitos contra aqueles que abusam do poder para a ruína do Estado.
Docuistis, Ecclesiam, etiam cum gravi suo incommodo, pacis atque ordinis fautricem esse, omnemque iniustam rebellionem vel violentiam contra constitutas potestates condemnare. Ceterum apud vos affirmatum quoque est, si quando potestates ipsae iustitiam ac veritatem manifeste impugnent, ita ut vel fundamenta auctoritatis evertant, non videri cur improbari debeant cives illi, qui in unum coalescant ad tuendos semet ipsos nationemque servandam, licita atque idonea auxilia adhibentes contra eos, qui imperio abutantur ad rem publicam labefactandam.