DH 3884
Apresentam este magistério como empecilho ao progresso e obstáculo à ciência; e por certo número de acatólicos é considerado como que um freio injusto, que impediria alguns teólogos mais cultos de renovar sua ciência. Embora este sagrado magistério, em questões de fé e moral, deva ser para todo teólogo a norma próxima e universal da verdade (visto que a ele o Cristo Senhor confiou tanto a guarda como a defesa e a interpretação do depósito da fé, ou seja, das Sagradas Escrituras e da divina “tradição”), contudo, por vezes se ignora, como se não existisse, a obrigação que têm todos os fiéis de fugir mesmo daqueles erros que se aproximam em medida maior ou menor da heresia e, portanto, de “observar também as constituições e decretos em que a Santa Sé proscreveu e proibiu tais opiniões perversas” 1 . … 858
Magisterium ab ipsis tamquam progressionis sufflamen ac scientiae obex exhibetur, ab acatholicis vero quibusdam iam veluti iniustum frenum consideratur quo excultiores aliqui theologi a disciplina sua innovanda detineantur. Et quamquam hoc sacrum Magisterium, in rebus fidei et morum, cuilibet theologo proxima et universalis veritatis norma esse debet, utpote cui Christus Dominus totum depositum fidei – Sacras nempe Litteras ac divinam “traditionem” et custodiendum et tuendum et interpretandum concredidit, attamen officium, quo fideles tenentur illos quoque fugere errores, qui ad haeresim plus minusve accedant, ideoque “etiam constitutiones et decreta servare, quibus pravae huiusmodi opiniones a Sancta Sede proscriptae et prohibitae sunt” 1 , nonnunquam ita ignoratur ac si non habeatur. …