Denzinger · DH 3925

DH 3925

… E, assim, do elemento corpóreo, que é o Coração de Jesus Cristo, e do seu natural significado, é legítimo … que nos elevemos não só à contemplação do seu amor sensível, porém a mais alto, até à consideração e adoração do seu excelentíssimo amor infuso e, finalmente … até à meditação e adoração do amor divino do Verbo encarnado; já que à luz da fé, pela qual cremos que na pessoa de Cristo estão unidas a natureza humana e a natureza divina, podemos conceber os estreitíssimos vínculos que existem entre o amor sensível do Coração físico de Jesus e o seu dúplice amor espiritual, a saber: o humano e o divino. Pois esses amores não devem ser considerados simplesmente como coexistentes na adorável pessoa do divino Redentor, mas também como unidos entre si com vínculo natural, nisto que ao amor divino estão subordinados o humano e o sensível, os quais são uma representação analógica daquele. Com isso não pretendemos que o Coração de Jesus deva ser entendido no sentido de se encontrar e adorar nele a chamada imagem formal, ou seja, a representação perfeita e absoluta do seu amor divino, pois não é possível representar adequadamente por qualquer imagem criada a íntima essência desse amor; mas o fiel cristão, ao venerar o Coração de Jesus, adora em união com a Igreja o símbolo e como que o vestígio da caridade divina. … Portanto, neste tema doutrinal tão importante quanto delicado, é necessário que sempre se tenha presente que a verdade do simbolismo natural, que relaciona o Coração físico de Jesus com a pessoa do Verbo, se apóia toda na verdade primária da união

Latim

[343] … Itaque a re corporali, quae est Cor Christi Iesu, eiusque naturali significatione, nobis licet … ascendere non solum ad contemplandum eius amorem qui sensibus percipiatur, sed altius etiam ad considerandum et adorandum celsissimum amorem infusum; ac denique … ad meditandum et adorandum amorem divinum Verbi incarnati; quandoquidem e fide, qua credimus utramque naturam, huma[344]nam ac divinam, in persona Christi esse unitam, mente concipere possumus necessitudines illas arctissimas, quae inter sensibilem amorem physici Cordis Iesu intercedunt, et duplicem amorem, spiritualem quidem, humanum scilicet ac divinum. Hi enim amores non tantum una simul exsistentes dicendi sunt in adorabili persona divini Redemptoris, sed etiam inter se naturali nexu coniuncti, quatenus divino humanus sensibilisque subiiciuntur, atque illius analogicam similitudinem referunt. Non autem contendimus Cor Iesu ita esse intellegendum, ut in eo habeatur et adoretur imago formalis quae dicitur, seu signum perfectum et absolutum eius amoris divini, cum intima huius essentia nullo modo adaequari possit quavis creata imagine; sed christifidelis, Cor Iesu excolens, una cum Ecclesia signum adorat et quasi vestigium caritatis divinae. … Necesse est ergo, ut in hoc doctrinae capite tanti momenti tantaeque prudentiae unusquisque animo semper teneat veritatem naturalis symboli, quo physicum Cor Iesu ad personam Verbi refertur, totam niti in veritate primaria hypostaticae unionis; si

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