Denzinger · DH 3955

DH 3955

A paz na terra, anseio profundo de todos os homens de todos os tempos, não se pode certamente estabelecer nem consolidar senão no pleno respeito da ordem instituída por Deus. O progresso da ciência e as invenções da técnica evidenciam, de fato, que reina uma ordem maravilhosa nos seres vivos e nas forças da natureza, e ao mesmo tempo testemunham que no homem existe tal dignidade que possa desvendar essa ordem e produzir os meios adequados para dominar essas forças e orientá-las a seu proveito. Mas o avanço da ciência e os inventos da técnica demonstram, antes de tudo, a infinita grandeza de Deus, criador do universo e do próprio homem. Foi ele quem tirou – assim dizemos – do nada o universo, infundindo-lhe os tesouros de sua sabedoria e bondade … . Foi igualmente Deus quem criou o ser humano “à sua imagem e semelhança” [cf. Gn 1,26], dotado de inteligência e liberdade, e o constituiu senhor do universo … [alega-se Sl 8,5s].

Latim

Pacem in terris, quam homines universi cupidissime quovis tempore appetiverunt, condi confirmarique non posse constat, nisi ordine, quem Deus constituit sancte servato. Nam ex doctrinarum processibus ac technicorum inventis plane discimus, simul in animantibus et in naturae viribus dominari ordinem mirificum, simul in homine eiusmodi inesse dignitatem, qua possit sive ordinem ipsum deprehendere sive instrumenta apta sibi parare, ad easdem occupandas vires et ad sua commoda transferendas. Sed scientiarum progressiones ac technicorum inventa primum omnium infinitam Dei magnitudinem ostendunt, qui et rerum universitatem et hominem ipsum creavit. Rerum, dici[258]mus, universitatem de nihilo fecit, in eamque sapientiae et bonitatis suae copiam profudit … . Hominem item Deus “ad imaginem et similitudinem suam” [cf. Gn 1,26] creavit, intellegentia et libertate praeditum, dominumque constituit rerum universarum … [allegatur Ps 8,5s].

Abrir no Denzinger completo →