DH 3971
Sendo os homens sociais por natureza, é mister que convivam uns com os outros e promovam o bem mútuo. Por esta razão, uma sociedade humana bem constituída exige que mutuamente sejam reconhecidos e cumpridos os respectivos direitos e deveres. Segue-se, igualmente, que todos devem trazer, generosamente, a própria contribuição à construção de uma convivência dos cidadãos na qual direitos e deveres se exerçam com diligência e eficiência cada vez maiores. Não bastará, por exemplo, reconhecer o direito da pessoa aos bens indispensáveis à sua subsistência, se não envidarmos nossos esforços para que esses meios de subsistência lhe estejam à disposição. Acresce que sociedade humana, além de bem organizada, deve também produzir muito fruto para seus membros. Requer-se, pois, que estes não só 893 reconheçam e cumpram direitos e deveres recíprocos, mas também que todos colaborem conjuntamente nos múltiplos empreendimentos que a civilização contemporânea permite, sugere ou reclama.
Cum homines sint natura congregabiles, ii oportet alii cum aliis vivant, atque alii aliorum quaerant bonum. Hanc ob [265] causam recte compositus hominum convictus postulat, ut iidem pariter iura pariter officia mutuo fateantur et faciant. Ex quo etiam nascitur, ut quisque magno amimo sociam praebeat operam ad eiusmodi civium consuetudinem parandam, in qua iura et officia diligentius usque et fructuosius colantur. Cuius rei ut ponamus exemplum, non satis est hominis ius in necessaria vitae tribuere, nisi pro viribus elaboremus, ut eidem quae ad victum pertinent satis suppetant. Huc accedit quod hominum societas, non modo ordinata esse debet, sed multos etiam ipsis utilitatis fructus afferre. Quod flagitat, ut ii quidem iura et officia mutuo agnoscant et exsequantur, at vero etiam, ut coniunctim omnes in plurimis inceptis intersint, quae huius aetatis civilis cultus vel sinat vel suadeat vel poscat.