DH 4122
9. Em qualquer tempo e em qualquer nação, é acolhido por Deus quem o teme e pratica a justiça [cf. At 10,35]. Deus quis entretanto santificar e salvar os homens, não individualmente, independentemente dos laços que os unem, mas constituí-los num povo para reconhecê-lo na verdade e servi-lo na santidade. Escolheu então o povo de Israel como povo para si, fez com ele uma aliança e gradativamente o instruiu, manifestando-se a ele e <reve- 927 lando> sua vontade através da história, e santificando-o para si. Mas todas essas coisas aconteceram como preparação e figura da nova e perfeita Aliança que em Cristo havia de ser estabelecida e da revelação mais completa que seria transmitida pelo próprio Verbo de Deus feito carne. “Eis que virão dias, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança … Porei a minha lei nas suas entranhas e a escreverei nos seus corações e serei o seu Deus e eles serão o meu povo… Todos me conhecerão desde o menor ao maior, diz o Senhor” [Jr 31,31-34]. Esta nova aliança, o novo testamento no seu sangue [cf. 1 Cor 11,25], Cristo a instituiu, chamando o seu povo dentre os judeus e os gentios, para formar um todo, não segundo a carne mas no Espírito, e tornar-se o novo Povo de Deus. Com efeito, os que crêem em Cristo, regenerados não pela força de germe corruptível, mas incorruptível, por meio da palavra de Deus vivo [cf. 1Pd 1,23], não pela virtude da carne, mas pela água e pelo Espírito Santo [cf. Jo 3,5s], são finalmente constituídos em “estirpe escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido… que outrora não era povo, mas agora é povo de Deus” [1Pd 2,9-10].
9. In omni quidem tempore et in omni gente Deo acceptus est quicumque timet Eum et operatur iustitiam [cf. Act 10,35]. Placuit tamen Deo homines non singulatim, quavis mutua connexione seclusa, [13] sanctificare et salvare, sed eos in populum constituere, qui in veritate Ipsum agnosceret Ipsique sancte serviret. Plebem igitur israeliticam Sibi in populum elegit, quocum foedus instituit et quem gradatim instruxit, Sese atque propositum voluntatis suae in eius historia manifestando eumque Sibi sanctificando. Haec tamen omnia in praeparationem et figuram contigerunt foederis illius novi et perfecti, in Christo feriendi, et plenioris revelationis per Ipsum Dei Verbum carnem factum tradendae. “Ecce dies veniunt, dicit Dominus, et feriam domui Israel et domui Iuda foedus novum … Dabo legem meam in visceribus eorum, et in corde eorum scribam eam, et ero eis in Deum, et ipsi erunt Mihi in populum … Omnes enim cognoscent Me, a minimo usque ad maximum, ait Dominus” [Ier 31,31-34]. Quod foedus novum Christus instituit, novum scilicet testamentum in suo sanguine [cf. 1 Cor 11,25], ex Iudaeis ac gentibus plebem vocans, quae non secundum carnem sed in Spiritu ad unitatem coalesceret, essetque novus Populus Dei. Credentes enim in Christum, renati non ex semine corruptibili, sed incorruptibili per verbum Dei vivi [cf. 1 Pt 1,23], non ex carne sed ex aqua et Spiritu Sancto [cf. Io 3,5s], constituuntur tandem “genus electum, regale sacerdotium, gens sancta, populus acquisitionis … qui aliquando non populus, nunc autem populus Dei” [1 Pt 2,9s].