Denzinger · DH 4145

DH 4145

21. Na pessoa dos bispos, assistidos pelos presbíteros, está presente no meio dos fiéis o Senhor Jesus Cristo, Sumo Pontífice. Sentado à direita de Deus Pai, não deixa de estar presente ao corpo dos seus pontífices 1 , mas, antes de mais, por meio do seu exímio ministério, prega a todas as gentes a palavra de Deus, administra continuamente aos que crêem os sacramentos da fé, incorpora por celeste regeneração e graças à sua ação paternal [cf. 1Cor 4,15] novos membros ao seu corpo e, finalmente, com sabedoria e prudência, dirige e orienta o Povo do Novo Testamento na peregrinação para a eterna bem-aventurança. Estes pastores, escolhidos para apascentar o rebanho do Senhor, são ministros de Cristo e dispensadores dos mistérios de Deus [cf. 1Cor 4,1]; a eles foi confiado o testemunho do Evangelho da graça de Deus [cf. Rm 15,16; At 20,24] e a administração do Espírito e da justiça em glória [cf. 2Cor 3,8s]. Para desempenhar tão elevadas funções, os Apóstolos foram enriquecidos por Cristo com uma efusão especial do Espírito Santo que sobre eles desceu [cf. At 1,8; 2,4; Jo 20,22s], e eles mesmos transmitiram este dom do Espírito aos seus colaboradores pela imposição das mãos [cf. 1Tm 4,14; 2Tm 1,6s], o qual foi transmitido até aos nossos dias através da consagração episcopal 2 . Ensina, porém, o sagrado Sínodo que, pela consagração episcopal, se confere a plenitude do sacramento da ordem, aquela que, na tradi- . ção litúrgica e nos santos Padres, é chamada sumo sacerdócio e suma do sagrado ministério 3 . A consagração episcopal, juntamente com o poder de santificar, confere também os poderes de ensinar e governar, os quais, no entanto, por sua própria natureza, só podem ser exercidos em comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do colégio episcopal. De fato, consta pela tradição, manifestada sobretudo nos ritos litúrgicos da Igreja tanto ocidental como oriental, que a graça do Espírito Santo é conferida pela imposição das mãos e pelas palavras da consagração 4 , e o caráter sagrado é impresso 5 de tal

Latim

21. In Episcopis igitur, quibus presbyteri assistunt, adest in medio credentium Dominus Iesus Christus, Pontifex Summus. Sedens enim ad dexteram Dei Patris, non deest a suorum congregatione pontificum 1 , sed imprimis per eorum eximium servitium verum Dei omnibus gentibus praedicat et credentibus sacramenta fidei continuo administrat, eorum paterno munere [cf. 1 Cor 4,15] nova membra Corpori suo regeneratione superna incorporat, eorum denique sapientia et prudentia Populum Novi Testamenti in sua ad aeternam beatitudinem peregrinatione dirigit et ordinat. Hi pastores ad pascendum dominicum gregem electi, ministri Christi sunt et dispensatores mysteriorum Dei [cf. 1 Cor 4,1], quibus concredita est testificatio Evangelii gratiae Dei [cf. Rm 15,16; Act 20,24], atque ministratio Spiritus et iustitiae in gloria [cf. 2 Cor 3,8s]. Ad tanta munera explenda, Apostoli speciali effusione supervenientis Spiritus Sancti a Christo ditati sunt [cf. Act 1,8; 2,4; Io 20,22s], et ipsi adiutoribus suis per impositionem manuum donum spirituale [25] tradiderunt [cf. 1 Tim 4,14; 2 Tim 1,6s], quod usque ad nos in episcopali consecratione transmissum est 2 . Docet autem Sancta Synodus episcopali consecratione plenitudinem conferri sacramenti Ordinis, quae nimirum et liturgica Ecclesiae consuetudine et voce Sanctorum Patrum summum sacerdotium, sacri ministerii summa nuncupatur 3 Episcopalis autem consecratio, cum munere sanctificandi, munera quoque confert docendi et regendi, quae tamen natura sua nonnisi in hierarchica communione cum Collegii Capite et membris exerceri possunt. Ex traditione enim, quae praesertim liturgicis ritibus et Ecclesiae tum Orientis tum Occidentis usu declaratur, perspicuum est manuum impositione et verbis consecrationis gratiam Spiritus Sancti ita conferri 4 et sacrum characterem ita imprimi 5 , ut Episcopi, eminenti ac adspectabili modo, ipsius Christi Magistri, Pastoris et Pontificis partes susti-

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