Denzinger · DH 4221

DH 4221

14. O amantíssimo Deus, querendo e preparando solicitamente a salvação de todo o gênero humano, por singular disposição escolheu para si um povo ao qual confiar as promessas. Contraída a aliança com Abraão [cf. Gn 15,18] e, mediante Moisés, com o povo de Israel [cf. Ex 24,8], Deus se revelou ao povo escolhido, por palavras e ações, como o único Deus verdadeiro e vivo; de modo que Israel fez a experiência dos caminhos de Deus para com os homens e, como o próprio Deus falasse pela boca dos Profetas, cada vez mais profunda e claramente os compreendeu e deles deu testemunho diante dos povos [cf. Sl 22,28s; 95,1-3; Is 2,1-4; Jr 3,17]. Ora, a economia da salvação, prenunciada, narrada e explicada pelos autores sagrados, subsiste como verdadeira palavra de Deus nos livros do Antigo Testamento. Eis por que estes livros, divinamente inspirados, conservam um valor perene: “Tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela paciência e consolação que vêm das Escrituras, tenhamos esperança” [Rm 15,4].

Latim

14. Amantissimus Deus totius humani generis salutem sollicite intendens et praeparans, singulari dispensatione populum sibi elegit, cui promissiones concrederet. Foedere enim cum Abraham [cf. Gn 15,18] et cum plebe Israel per Moysen [cf. Ex 24,8] inito, populo sibi acquisito [825] ita Se tamquam unicum Deum verum et vivum verbis ac gestis revelavit, ut Israel, quae divinae essent cum hominibus viae experiretur, easque, ipso Deo per os Prophetarum loquente, penitius et clarius in dies intelligeret atque latius in gentes exhiberet [cf. Ps 21,28s; 95,1-3; Is 2,1-4; Ier 3,17]. Oeconomia autem salutis ab auctoribus sacris praenuntiata, enarrata atque explicata, ut verum Dei verbum in libris Veteris Testamenti exstat; quapropter hi libri divinitus inspirati perennem valorem servant: “Quaecumque enim scripta sunt, ad nostram doctrinam scripta sunt, ut per patientiam et consolationem Scripturarum spem habeamus” [Rm 15,4].

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