DH 4307
7. (Mudanças psicológicas, morais e religiosas). As mudanças de mentalidade e de estrutura freqüentemente põem em xeque os valores tradicionais, especialmente entre os jovens, que, muitas vezes impacientes e até revoltados pela angústia, e conscientes da própria importância na vida social, aspiram a participar nela o mais depressa possível. Por isso, pais e educadores encontram não raramente as maiores dificuldades no exercício de sua função. Por sua vez, as instituições, as leis, os modos de pensar e de sentir herdados das gerações anteriores nem sempre parecem adaptados às exigências e à situação de hoje, de onde grave perturbação na maneira e até nas normas da ação. Por fim, as novas circunstâncias afetam a própria vida religiosa. Por um lado, um sentido crítico mais apurado purifica-a duma concepção mágica do mundo e de certas sobrevivências supersticiosas, e 1000 exige cada dia mais a adesão a uma fé pessoal e operante; desta maneira, muitos chegam a um mais vivido sentido de Deus. Mas, por outro lado, grandes massas afastam-se praticamente da religião. Ao contrário do que sucedia em tempos passados, negar Deus ou a religião, ou prescindir deles já não é um fato individual e insólito: hoje, com efeito, isso é muitas vezes apresentado como exigência do progresso científico ou de um novo tipo de humanismo. Em muitas regiões, tudo isso não é apenas afirmado no meio filosófico, mas invade em larga escala a literatura, a arte, a interpretação das ciências humanas e da história e até as próprias leis civis; de onde a desorientação de muitos.
7. (Mutationes psychologicae, morales et religiosae). Mutatio mentis et structurarum bona recepta frequenter in controversiam vocat, [1030] maxime apud iuvenes qui non semel impatientes, immo angore rebelles fiunt, et conscii de proprio momento in vita sociali, citius in eadem partes habere cupiunt. Exinde non raro parentes et educatores in muneribus suis adimplendis in dies maiores difficultates experiuntur. Instituta vero, leges atque modi cogitandi et sentiendi a maioribus tradita non semper statui rerum hodierno bene aptari videntur; inde gravis perturbatio in modo et in ipsis agendi normis. Ipsam denique vitam religiosam novae condiciones afficiunt. Ex una parte acrior diiudicandi facultas eam a magico mundi conceptu et a superstitionibus adhuc vagantibus purificat atque magis personalem et actuosam adhaesionem fidei in dies exigit; quo fit ut non pauci ad vividiorem Dei sensum accedant. Ex altera vero parte crebriores turbae a religione practice discedunt. Secus ac transactis temporibus, Deum religionemve negare, aut ab iisdem abstrahere, non amplius quid insolitum et individuale sunt: hodie enim non raro quasi exigentia progressus scientifici vel cuiusdam novi humanismi exhibentur. Haec omnia in pluribus regionibus non tantum in philosophorum placitis exprimuntur, sed latissime litteras, artes, scientiarum humanarum et historiae interpretationem, ipsasque leges civiles afficiunt ita ut exinde multi perturbentur.