DH 441
[A Tr i n d a d e d i v i n a .] Creio, portanto, em um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo: isto é, no Pai onipotente, sempiterno, não gerado; no Filho, porém, gerado da substância ou natureza do mesmo Pai, absolutamente antes do início de qualquer tempo ou idade, isto é [do Onipotente] onipotente, igual, co-sempiterno e consubstancial ao Genitor; também no Espírito Santo, onipotente, igual a ambos, isto é, ao Pai e ao Filho, co-sempiterno e consubstancial, que, procedendo do Pai intemporalmente, é o Espírito do Pai e do Filho; isto é, três pessoas ou seja, três subsistências de uma só essência ou natureza, de uma só força, de uma só operação, de uma só beatitude e de um só poder; para que, como a unidade é trina, também a Trindade seja una, segundo a verdade da palavra do Senhor: “Ide, ensinai a todas as gentes, batizando-as no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” [Mt 28,19]. “No nome” disse, não “nos nomes”, seja para mostrar um único Deus mediante o nome indistinto da essência divina, seja para indicar a diversidade das pessoas demonstrada pelas suas peculiaridades [cf. *415]; já que o fato de os três terem um único nome quanto à divindade mostra a igualdade das pessoas e, por sua vez, a igualdade das pessoas não permite que se compreenda nelas nada de estranho, nada de acessório, de modo que tanto cada um deles é verdadeiro e perfeito Deus como todos os três juntamente são um único e perfeito Deus; isto é, para que, da plenitude da divindade nada se reconheça a menos em cada um, nada a mais nos três.
[D e Tr i n i t a t e d i v i n a .] Credo igitur in unum Deum, Patrem et Filium et Spiritum Sanctum: Patrem scilicet omnipotentem, sempiternum, ingenitum; Filium vero, ex eiusdem Patris substantia vel natura genitum, ante omne omnino vel temporis vel aevi cuiusquam initium, id est [de omnipotente] omnipotentem, aequalem, consempiternum et consubstantialem Genitori; Spiritum quoque Sanctum, omnipotentem, utrique, Patri scilicet ac Filio, aequalem, consempiternum atque consubstantialem; qui ex Patre intemporaliter procedens, Patris est Filiique Spiritus; hoc est, tres personas sive tres subsistentias unius essentiae sive naturae, unius virtutis, unius operationis, unius beatitudinis atque unius potestatis; ut trina sit unitas, et una sit Trinitas, iuxta vocis dominicae veritatem, dicentis: “Ite, docete omnes gentes, baptizantes eos in nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti” [Mt 28,19]. “In nomine”, inquit, non “nominibus”, ut et unum Deum per indistinctum divinae essentiae nomen ostenderet et personarum discretionem suis demonstratam proprietatibus edoceret [cf. *415]; quia dum tribus unum deitatis nomen est, aequalitas ostenditur personarum, et rursus aequalitas personarum nihil extraneum, nihil accedens in eis permittit intelligi: ita ut et unusquisque eorum verus perfectusque sit Deus, et omnes tres simul unus verus perfectusque sit Deus, videlicet ex plenitudine divinitatis nihil minus in singulis, nihil amplius intellegatur in tribus.