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79. Alguns julgarão tais esperanças como vãs imaginações da mente. Pode ser, porém, que a maneira como eles costumam ver o estado das coisas esteja viciada, e que não se tenham apercebido do acelerado dinamismo de nosso tempo, no qual os homens desejam viver em mais estreita relação de fraternidade e, apesar de presos em sua ignorância, erros e delitos, e não obstante as recaídas na barbárie e as longas divagações fora do caminho da salvação, lentamente se vão aproximando, mesmo sem se dar conta, do seu Criador. Tal busca de um modo de vida mais humano pede esforço, impõe incômodos; mas as próprias adversidades, assumidas por amor dos irmãos e para seu bem, podem grandemente contribuir para o progresso do gênero humano. Os cristãos muito bem sa- 1056 bem, de fato, que por estarem unidos ao sacrifício expiatório do Salvador, muito contribuem “para a edificação do Corpo de Cristo” 1 , isto é, para que alcance sua plenitude no povo de Deus reunido. 1968 relacionadas ao planejamento familiar e o controle dos nascidos artigos 47-52 da Constituição Pastoral “Gaudium et spes” 23 out. 1964, Paulo VI reservara para si o posicionamento As questões a isso relacionadas foram entregues à “Comissio por João XXIII em março de 1963. O Papa pronunciou-se pela em 23 jun. 1964, no quadro de uma alocução aos cardeais As consultas da Comissão, elevada ao grau de comissão Ottaviani, duraram até 24 jun. 1966. Em 28 jun. 1966, o viceao Papa o relato final oficial, datado em 26 jun. 1996 e adotado a ter 60 membros. Este “Schema documenti de responsabili meios “artificiais” de regulação dos nascimentos. Alguns dias datado em 25 mai. 1966, assinado por quatro membros da tradição magisterial da Igreja, admitia somente a continência originaram um terceiro documento: um relatório de pesyntheticum de moralitate regulationis nativitatum”) e que Em uma alocução aos participantes do Congresso Italiano de pela primeira vez tornou a tomar posição em público, fazendo problemas em torno da regulação dos nascimentos. Apontou a
79. Nonnulli fortasse huiusmodi exspectationes quasi vana opinionum commenta censeant. Fieri enim potest, ut eorum consuetudo res ipsas ut sunt spectandi aliquid vitii habeat, quod nondum animadverterint citatissimum huius aetatis cursum, in qua homines artiore fratrum necessitudine vivere cupiunt [296] atque, licet ignorantiis, erroribus noxisque detineantur ac saepe in efferatos recidant mores vel longe a salutis via aberrent, lente tamen ac vel etiam sine sensu ad suum accedunt Creatorem. Atqui huiusmodi contentio ad humaniorem vitae rationem labores quidem postulat, incommoda iniungit; sed ipsae res adversae, amoris erga fratres eorumque utilitatis causa susceptae, quam maxime ad humani generis progressionem conducere possunt. Nam christifideles compertum perspectumque habent se, pro eo quod cum piaculari divini Servatoris immolatione coniungantur, plurimum conferre “in aedificationem Corporis Christi,” 1 ut suam nempe plenitudinem accipiat, in populi Dei congregatione. 4470-4479: Encíclica “Humanae vitae”, 25 jul. O Concílio Vaticano II havia discutido as questões mentos, principalmente em relação às reflexões acerca (“De dignitate matrimoniae et familiae fovendae”). Em magisterial final (cf. “Gaudium et spes”, art. 53, nota 14). pro studio populationis, familiae et natalitatis”, instituída primeira vez em público sobre o trabalho desta comissão (AAS 56 [1964] 588s), sublinhando a urgência do assunto. cardinalícia em 7 mar. 1966, sob a presidência do cardeal presidente da comissão, o cardeal J. Döpfner, entregou quase por unanimidade pela comissão, que entrementes passara paternitate” recomendava a autorização condicional dos depois, o cardeal Ottaviani entregou ao Papa um votum Comissão, que, considerando sobretudo os textos da periódica, o método Ogino-Knaus. Os trabalhos da Comissão ritos situado em nível da teologia moral (“Documentum discute de modo crítico a argumentação da minoria. Ginecologia e Obstetrícia, em 29 out. 1966, Paulo VI referência a sua alocução de 23 jun. 1964, dedicada aos