DH 4584
9. Com freqüência hoje em dia põe-se em dúvida ou nega-se expressamente a doutrina transmitida pela Igreja católica segundo a qual a masturbação constitui grave desordem moral. A psicologia e a sociologia, dizem, demonstram que sobretudo entre os jovens ela pertence normalmente à maturação da sexualidade. Nisso não haveria falta real e grave, senão na medida em que o sujeito cedesse deliberadamente a uma auto-satisfação fechada sobre si mesmo (“ipsação”), porque nesse caso o ato seria radicalmente contrário à comunhão amorosa entre duas pessoas de sexo diferente, sendo esta, como alguns afirmam, o que constitui o principal objetivo no uso da faculdade sexual. Esta opinião, porém, contradiz tanto a doutrina como o costume pastoral da Igreja católica. Seja qual for o valor de certos argumentos de ordem biológica ou filosófica de que se serviram algumas vezes os teólogos, de fato, tanto o Magistério da Igreja na linha da tradição constante, quanto o sentir moral dos fiéis afirmam sem hesitações que a masturbação é um ato intrinseca e gravemente desordenado 1 . 1085 da Fé “Inter insigniores”, 15 out. 1976 dado, em 1975, seu acordo de princípio à admissão de de Canterbury, F.D. Coggan (30 nov. 1975 e 23 mar. por que a Igreja católica rejeita a ordenação presbiteral da elaborada a pedido do papa atribui importância normativa à de maneira positiva com a naturalis similitudo (*4600) que Christi. Esta argumentação não constitui uma prova consfidei (*4598). A declaração não se pronuncia sobre o I. A tradição da Igreja
9. Saepe hodie in dubium vocatur vel aperte negatur tradita catholicae Ecclesiae doctrina, secundum quam masturbatio gravem in re morali deordinationem constituit. Psychologia et sociologia, uti aiunt, ostendunt illam, praesertim in adulescentibus, ad maturescentem sexualitatem communiter pertinere, ac nihil propterea verae et gravis culpae in ea contineri, nisi quatenus consulto quis se dederit solitariae voluptati in eo ipso circumclusae (“ipsatio”); quo in casu actum utique omnino op[86]poni communioni amoris inter diversi sexus personas, quam quidem contendunt praecipuum esse propositum usus sexualis facultatis. Haec tamen opinio et doctrinae et consuetudini pastorali Ecclesiae catholicae adversatur. Qualiscumque vis est aliquarum argumentationum indolis biologicae vel philosophicae, quibus interdum usi fuerunt theologi, revera tum Ecclesiae Magisterum – per decursum constantis traditionis – tum moralis christifidelium sensus sine dubitatione firmiter tenent masturbationem esse actum intrinsece graviterque inordinatum 1 . 4590-4606: Declaração da Congregação da Doutrina sobre a admissão de mulheres ao sacerdócio, As Igrejas anglicanas do Canadá e da Inglaterra haviam mulheres ao ministério presbiteral. Em duas cartas ao arcebispo 1976: AAS 68 [1976] 599-601), Paulo VI havia explicado mulher. A declaração da Congregação da Doutrina da Fé tradição da ordenação que remonta até Cristo, e argumenta deve existir entre Cristo e seu ministro que age in persona tringente, mas uma elucidação da doutrina por uma analogia diaconado de mulheres. Ed.: AAS 69 (1977) 101-115. I. Traditio perpetua ab Ecclesia servata