DH 4736
Por conseguinte, o ingresso na luta de classes é apresentado como uma exigência da caridade como tal; denunciam-se como atitudes obstaculizadoras e contrárias ao amor aos pobres a vontade de amar desde já todos os homens, qualquer que seja a classe a que pertença, e o empenho em ir a seu encontro pelas vias não violentas do diálogo e da persuasão. Se, porém, se afirma que o homem não pode ser objeto de ódio, afirma-se com a mesma força que, pelo fato de pertencer objetivamente ao mundo dos ricos, ele deve, a princípio, ser combatido como inimigo de classe. Como conseqüência, a natureza universal do amor ao próximo e a fraternidade transformam-se num princípio escatológico, que terá validade somente para o “homem novo” que deve surgir da revolução vitoriosa.
7. Qua de causa ostenditur ingressus ipse in classium contentionem tamquam caritatis ipsius necessitas; reicitur uti animus impediens contrariusque pauperum amori ipsa voluntas diligendi iam nunc omnem hominem, ad quemcumque ordinem pertinet, ac studium succurrendi ei per non violentas colloquii persuasionisque vias. Si autem quis affirmat hominem iam non odio esse debere, item simul asseverat, eo quod re vera pertineat ad orbem divitum, iam a principio eum inimicum classis esse debellandum. Quapropter universalis natura amoris proximi ac fraternitas fiunt eschatologicum principium quod soli “novo homini” valebit qui ex eversionis victoria exorietur.