DH 4806
Os cônjuges que não podem ter filhos ou que temem trazer ao mundo filhos defeituosos sofrem dolorosa angústia que todos devem compreender e avaliar de modo adequado. … … Um direito em sentido verdadeiro e próprio a ter um filho seria contrário à dignidade e natureza do próprio filho. O filho absolutamente não é algo que é devido, nem pode ser considerado como objeto de propriedade: é antes um dom, e até o “mais precioso” 1 e altamente gratuito do matrimônio, o testemunho vivo da doação recíproca de seus genitores. Por esta razão, o filho tem direito – como lembrado acima – a ser o fruto do ato específico do amor conjugal de seus pais e tem também o direito
Coniuges, qui procreare prolem non valent, vel timent ne liberos gignant impeditos, dolore anguntur, qui ab omnibus intellegi et adaequate perpendi debet. … [97] … Verum ac proprium ius ad filium, ipsius filii dignitati atque naturae adversatur. Filius nullo modo aliquid est quod debetur, neque considerari potest ut obiectum proprietatis; ipse potius est donum, et quidem “praestantissimum” 1 et maxime gratuitum matrimonii, idemque vivens est testimonium mutuae donationis eius parentum. Qua de causa, filius – ut supra memoratum est – ius habet ad exsistendum tamquam fructus proveniens ex actu coniugalis amoris proprio suorum parentum, idem-