DH 4922
9. … Por isso, “a Igreja universal não pode ser concebida nem como a soma das Igrejas particula- ; res, nem como uma confederação de Igrejas particulares” 1 . Aquela não é o resultado da comunhão destas, mas, no seu mistério essencial, uma realidade ontológica e cronologicamente prévia a cada Igreja particular. Com efeito, ontologicamente, a Igreja-mistério, a Igreja una e única, segundo os Padres, precede a criação 2 , e dá à luz às Igrejas particulares como a suas filhas; nelas, ela se exprime, ela é mãe e não produto das Igrejas particulares. Desta Igreja, nascida e manifestada universal, nasceram as diversas Igrejas locais, como expressões particulares da una e única Igreja de Jesus Cristo. Nascendo na Igreja universal e a partir dela, é nela e a partir dela que possuem sua eclesialidade, don-
[843] 9. … Quare “Ecclesia universalis nequit concipi quasi sit summa Ecclesiarum particularium aut Ecclesiarum particuliarium quaedam foederatio” 1 non est enim fructus communionis istarum, sed, pro essentiali suo mysterio, ontologice et temporaliter praecedit quamcumque Ecclesiam particularem. Enimvero ontologice Ecclesia quae est mysterium, Ecclesia una et unica, secundum Patres praecedit creationem 2 , et parturit Ecclesias particulares sicut filias, in iis seipsam exprimit, est mater Ecclesiarum particularium et non earum effectus. … Ex qua Ecclesia, nata et manifestata universali, ortae sunt diversae Ecclesiae locales, tamquam expressiones particulares unius et unicae Ecclesiae Iesu Christi. Nascentes in et ex Ecclesia universali, in ipsa et ab ipsa habent suam ecclesialitatem propte-