DH 4954
48. … A pessoa, incluindo o corpo, está totalmente confiada a si própria, e é na unidade da alma e do corpo que ela é o sujeito dos próprios atos morais. A pessoa, através da luz da razão e do apoio da virtude, descobre no seu corpo os sinais prévios, a expressão e a promessa do dom de si, de acordo com o sábio desígnio do Criador. Tendo diante dos olhos a dignidade da pessoa humana – a se afirmar por si própria – a razão depreende o valor moral específico de alguns bens, aos quais a pessoa está naturalmente inclinada. …
[1172] 48. … Persona, corpore incluso, sibi ipsi penitus concreditur, atque in animae corporisque unitate ipsa suorum actuum moralium fit subiectum. Persona, per rationis lumen et virtutis fulcimentum, signa praenuntia in suo corpore detegit, significationem pariter atque donationis sui ipsius promissionem, secundum sapiens Creatoris propositum. Dignitate personae humanae prae oculis habita – per se ipsa confirmanda – ratio bonum morale nonnullorum beneficiorum peculiare percipit, in quod persona naturaliter tendit. …