Denzinger · DH 4993

DH 4993

65. Para um correto juízo moral da eutanásia, é preciso, antes de tudo, defini-la claramente. Por eutanásia, em sentido verdadeiro e próprio, devese entender uma ação ou uma omissão que, por sua natureza e em sua intenção, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento. “A eutanásia situa-se, portanto, ao nível das intenções e ao nível dos métodos empregados.” 1 Distinta da eutanásia é a decisão de renunciar ao chamado “excesso terapêutico”, ou seja, a certas intervenções médicas já inadequadas à situação real do doente, porque não proporcionadas aos resultados que se poderiam esperar ou ainda porque difíceis de sustentar para ele e para a sua família. … 1183 Feitas estas distinções, reiterando o Magistério dos nossos Predecessores 2 e em comunhão com os Bispos da Igreja Católica, confirmamos que a eutanásia é uma violação grave da Lei de Deus, enquanto morte deliberada de uma pessoa humana, o que é moralmente inaceitável. Tal doutrina está fundada sobre a lei natural e sobre a Palavra de Deus escrita, é transmitida pela Tradição da Igreja e ensinada pelo Magistério ordinário e universal 3 . Tal ato comporta, segundo as circunstâncias, a imoralidade própria do suicídio ou do homicídio.

Latim

[475] 65. Clare ideo in primis ut rectum de euthanasia feratur morale iudicium, est definienda illa. Sub nomine euthanasiae vero proprioque sensu accipitur actio vel omissio quae suapte natura et consilio mentis mortem affert ut hoc modo omnis dolor removeatur. “Euthanasia igitur in voluntatis proposito et procedendi rationibus, quae adhibentur, continetur.” 1 Ab ea separetur oportet consilium illud, quo quis tractationem reiciat sic dictam “vehementiam therapeuticam”, aliquos nempe medicos interventus non amplius aegrotantis statui congruentes, quia impares iam sunt iis effectibus quos sperari liceret vel etiam quia nimis omnino ipsi aegroto eiusque familiae molesti. … [477] His rite interpositis distinctionibus, Magisterium Nos Decessorum Nostrorum 2 iterantes atque in communione cum catholicae Ecclesiae Episcopis confirmamus euthanasiam gravem divinae Legis esse violationem, quatenus est conscia necatio personae humanae, quae moraliter probari non potest. Haec doctrina lege naturali atque Verbo Dei scripto adnixa, Ecclesiae Traditione traducitur atque Magisterio ordinario et universali explicatur 3 . Talis actus, secundum rerum adiuncta, propriam voluntariae mortis ac homicidii inhonestatem secum adfert. …

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