Denzinger · DH 564

DH 564

(Cap. 8) Mas agora nós … pregamos [aos fiéis], resumindo em breve definição, que eles devem reconhecer que as indivisíveis propriedades das duas naturezas na única pessoa de Cristo, Filho de Deus, assim como <permanecem> indivisas e inseparáveis, também permanecem inconfusas e imutáveis, uma da divindade, a outra do homem, uma na qual ele foi gerado por Deus Pai, a outra na qual ele foi gerado 206 pela Virgem Maria. Cada uma de suas gerações é completa, cada qual perfeita; ele não tem nada de menos da divindade, nem recebe nada de imperfeito da humanidade, não é dividido pela duplicidade das naturezas, nem duplicado na pessoa, mas, como Deus completo e homem completo, sem pecado algum, é, na singularidade da pessoa, o único Cristo. Subsistindo como único, portanto, nas duas naturezas, refulge nos sinais da divindade e está submetido aos sofrimentos da humanidade. Não foi, de fato, outro que foi gerado do Pai e outro, da mãe, se bem que tenha nascido de outro modo do Pai e de outro modo da mãe; o mesmo não é, todavia, dividido nas duas formas de natureza, mas o único e o mesmo Filho, quer de Deus, quer do homem; ele mesmo vive, se bem que morra, e morre, se bem que viva. Ele mesmo é impassível ainda que sofra; em <sua> divindade não sucumbe ao sofrimento, em <sua> humanidade não se lhe subtrai; da natureza da divindade ele tem o não poder morrer; da substância da humanidade, ele tem e o não querer morrer e o poder morrer; com base em uma condição é tido imortal, com base na outra, a dos mortais, desfalece; na eterna vontade da divindade ele possui o uso do homem assumido; na vontade do homem assumido lhe cabe que a vontade humana fique sujeita a Deus. Por isso, ele mesmo diz ao Pai: “Pai, não se faça a minha, mas a tua vontade” [Lc 22,42], e mostra assim que uma é a vontade de Deus, em virtude da qual o homem é assumido, e outra a do homem, com a qual se deve obedecer a Deus. (Cap. 9) E portanto, segundo a diferença dessas duas naturezas, deve-se também proclamar as propriedades de duas vontades e operações inseparáveis. (Cap. 10) … Por isso, se alguém, a Jesus Cristo Filho de Deus nascido do seio da virgem Maria, algo tira da divindade ou alguma coisa subtrai da humanidade assumida, exceto somente a lei do pecado, e não crê sinceramente que ele existe como verdadeiro Deus e perfeito homem em uma só pessoa, seja anátema. 685 – 2 ago. 686 686 – 21 set. 687 687 – 8 set. 701 mai. 688: Apologia de Juliano de Juliano, arcebispo de Toledo e primaz da Espanha († 680), Esta obra continha duas proposições doutrinais reprovaassim como a sabedoria gerou a sabedoria; e que em Cristo 207 suas opiniões censuradas e escreveu uma segunda apologia, o que tal obra fosse acolhida nos atos do XV Sínodo de Toledo, esta explicação. Contrariamente aos Padres espanhóis, mais proposição doutrinal de Juliano (*613). Deve-se admitir eclesiásticos, colocar no mesmo degrau de ser, numa mera incompletas (a alma e o corpo da natureza humana). 96, 525A-529B / CdLuc 741-746 / CVis 453-456. Trindade e a encarnação

Latim

(c. 8) At nunc nos … [fidelibus] praedicamus, brevi admodum definitione collecta, ut in una enim Christi Filii Dei persona duarum naturarum individuas proprietates agnoscant, sicut indivisas atque inseparabiles, ita inconfusas et inconvertibiles permanere, unam deitatis, alteram hominis, unam qua ex Deo Patre est genitus, alteram qua ex Maria virgine generatus. Utraque ergo ei generatio plena, utraque perfecta, nihil minus ex deitate habens, nihil imperfectum ex humanitate suscipiens, non naturarum geminatione divisus, non persona geminatus, sed plenus Deus plenusque homo absque omni peccato in singularitate personae unus est Christus. Unus igitur in utraque natura consistens et divinitatis signis effulget et humanitatis passionibus subiacet. Nec enim alter ex Patre, alter ex matre est genitus, cum tamen aliter de Patre, aliter de matre sit natus: ipse tamen in utroque naturarum genere non divisus, sed unus idemque et Dei et hominis filius; ipse vivit moriens, ipse moritur vivens; ipse impassibilis patiens, ipse passioni non subiacens nec deitate succumbens nec humanitate passioni se subtrahens; habens ex deitatis natura nonposse mori, habens ex humanitatis substantia et nolle et posse mori; ex una immortalis habetur, ex altera mortalium condicione resolvitur; habens in aeterna divinitatis voluntate quo susceptum hominem sumeret, habens in suscepti hominis voluntate, ut humana voluntas Deo subdita esset. Unde et ipse dicit ad Patrem: “Pater, non mea voluntas, sed tua fiat” [Lc 22,42], alteram videlicet ostendens voluntatem divinitatis qua susceptus est homo, alteram hominis qua oboediendum est Deo. (c. 9) Et ideo secundum harum duarum differentiam naturarum, duarum quoque inseparabilium proprietates praedicandae sunt voluntatum et operum. (c. 10) … Si quis igitur Iesu Christo Dei Filio ex utero Mariae virginis nato aliquid aut divinitatis imminuit aut de suscepta humanitate subducit, excepta sola lege peccati, et eum non verum Deum hominemque perfectum in una persona subsistentem sincerissime credit, anathema sit. JOÃO V: 23 jul. CÔNON: 21 out. SÉRGIO I: 15 dez. 566-567: XV Sínodo de TOLEDO, iniciado 11 O XIV Sínodo de Toledo (684) tinha acolhido uma obra intitulada Apologia fidei verae (escrita contra os monotelistas). das por Bento II: que a vontade tivesse gerado a vontade houvesse três substâncias. Juliano, porém, perseverou em Liber responsionis fidei nostrae. Com facilidade conseguiu pois ele foi o presidente. Diz-se que o Papa Sérgio I aprovou tarde os sinodais do Sínodo de Frankfurt afastaram a segunda que não se justifica, nem pela lógica nem pelos costumes adição, uma substância completa (a natureza divina) e duas Ed.: MaC 12, 10E-12D / HaC 3, 1761B-1762D / PL Explicação acerca da divina

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