DH 627
Além disso, a presciência de Deus não impôs a nenhum malvado uma necessidade tal que não pudesse ser diferente, mas, sabendo como Deus tudo antes de acontecer, ele sabia com antecedência, com base na sua onipotente e imutável majestade, o que aquele por própria vontade teria sido. “E também não cremos que alguém seja por ele condenado em razão de uma condenação precedente, mas <só> em razão de sua própria iniqüidade” 1 . “Estes malvados pereceram não porque não tivessem podido ser bons, mas porque não quiseram ser bons, e com seu vício permaneceram na massa destinada à condenação, quer pelo desmérito original, quer também pelo atual” 2 .
Nec prorsus ulli malo praescientiam Dei imposuisse necessitatem, ut aliud esse non posset, sed quod ille futurus erat ex propria voluntate, sicuti Deus, qui novit omnia antequam fiant, praescivit ex sua omnipotenti et incommutabili maiestate. “Nec ex praeiudicio eius aliquem, sed ex merito propriae iniquitatis credimus condemnari” 1 . “Nec ipsos malos ideo perire, quia boni esse non potuerunt; sed quia boni esse noluerunt, suoque vitio in massa damnationis vel merito originali vel etiam actuali permanserunt” 2 .