Denzinger · DH 626

DH 626

Cân. 2. Sustentamos com firmeza que “D e u s t e m p r e s c i ê n c i a e que desde a eternidade sou- 226 be com antecedência tanto o bem que fariam os bons, quanto o mal que fariam os maus” 1 , já que temos a palavra da Escritura que diz: “Deus eterno, que conheces as coisas escondidas, que tudo sabes antes que aconteça” [Dn 13,42]; e julgamos certo sustentar “que ele de todo tem sabido de antemão que, por sua graça, os bons seriam conservados bons e, pela mesma graça, receberiam prêmios eternos; que soube de antemão que os maus seriam maus pela própria maldade e, por causa de sua justiça, deveriam ser punidos com castigo eterno” 2 ; como, segundo o salmista: “A Deus pertence o poder, e ao Senhor, a misericórdia, para retribuir a cada um segundo as suas obras” [Sl 62,12s], e como se apresenta o ensinamento apostólico: “Àqueles que, na perseverança de um bom proceder, procuram glória, honra e incorruptibilidade, a vida eterna; para aqueles, porém, que por rebeldia desobedecem à verdade e põem sua confiança na iniqüidade, ira e indignação, tribulação e angústia para toda alma humana que opera o mal” [Rm 2,7-10]. No mesmo sentido diz alhures: “Quando se revelar nosso Senhor Jesus Cristo, vindo do céu com os anjos de seu poder, em fogo flamejante executando a vindicta contra aqueles que não reconhecem Deus e que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, <e> que cumprirão penas eternas na perdição, … quando ele vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos aqueles que tiverem crido” [2Ts 1,7-10].

Latim

Can. 2. “D e u m p r a e s c i r e et praescisse aeternaliter et bona, quae boni erant facturi, et mala, quae mali sunt gesturi” 1 , quia vocem Scripturae dicentis habemus: “Deus aeterne, qui absconditorum es cognitor, qui nosti omnia antequam fiant“ [Dn 13,42], fideliter tenemus; et placet tenere, “bonos praescisse omnino per gratiam suam bonos futuros, et per eandem gratiam aeterna praemia accepturos: malos praescisse per propriam malitiam malos futuros, et per suam iustitiam aeterna ultione damnandos” 2 : ut secundum Psalmistam: “Quia potestas Dei est, et Domini misericordia, ut reddat unicuique secundum opera sua” [Ps 61,12s], et sicut apostolica doctrina se habet: “His quidem, qui secundum patientiam boni operis gloriam et honorem et incorruptionem quaerunt, vitam aeternam: his autem, qui ex contentione, et qui non acquiescunt veritati, credunt autem iniquitati, ira et indignatio, tribulatio et angustia in omnem animam hominis operantis malum” [Rm 2,7-10]. In eodem sensu idem alibi: “In revelatione”, inquit, “Domini nostri Iesu Christi de caelo cum angelis virtutis eius, in igne flammae dantis vindictam his, qui non noverunt Deum, et qui non oboediunt evangelio Domini nostri Iesu Christi, qui poenas dabunt in interitu aeternas, … cum venerit glorificari in Sanctis suis et admirabilis fieri in omnibus, qui crediderunt” [2 Th 1,7-10].

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