Denzinger · DH 71

DH 71

Cremos em um só Deus Pai onipotente e em um só Senhor nosso, Jesus Cristo, Filho de Deus, e em [um só] Espírito Santo, Deus. Não cultuamos e professamos três deuses, mas Pai e Filho e Espírito Santo <como> um só Deus; não um só Deus no sentido de que seja solitário, nem que o mesmo que é em si 38 Pai, ele mesmo seja também Filho, mas que o Pai é aquele que gerou, e o Filho, aquele que foi gerado, e o Espírito Santo, não gerado nem não gerado, não criado nem feito, mas procedente do Pai e do Filho [–!], coeterno e coigual e cooperador com o Pai e com o Filho, porque está escrito: “Pela palavra do Senhor os céus foram firmados”, isto é, pelo Filho de Deus, “e pelo Espírito de sua boca, toda a sua força” [Sl 33,6], e alhures: “Envia teu Espírito, e serão criados, e renovarás a face da terra” [cf. Sl 104,30]. Por isto, no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, professamos um só Deus, pois [deus] é o nome do poder deus [–!], não da propriedade. O nome próprio para o Pai é Pai, o nome próprio para o Filho é Filho, o nome próprio para o Espírito Santo é Espírito Santo. E, nesta Trindade, cremos um só Deus, pois o que é de uma só natureza e de uma só substância e de um só poder com o Pai <provém> do único Pai. O Pai gerou o Filho, não pela vontade ou por necessidade, mas por natureza. O Filho, no último tempo, desceu do Pai para nos salvar e para cumprir as Escrituras, ele que jamais cessou de estar com o Pai, e foi concebido do Espírito Santo e nasceu <do seio> de Maria [–!] virgem, assumiu uma carne, uma alma, uma inteligência, isto é, um homem perfeito; não renunciou ao que era, mas começou a ser o que não era; porém de modo que fosse perfeito no <que é> seu e verdadeiro no <que é> nosso. De fato, ele que era Deus nasceu como homem, e aquele que nasceu como homem atua como Deus; e aquele que atua como Deus morre como homem, e aquele que morre como homem ressurge [surge] como Deus. Ele que, vencido o domínio da morte com aquela carne na qual tinha nascido, sofrido e morrido, ressuscitou ao terceiro dia [–!], subiu ao Pai e está sentado à sua direita, na glória que sempre teve e tem. Cremos que nós, purificados na sua morte e sangue, haveremos de ser ressuscitados por ele, no último dia, nesta carne na qual agora vivemos, e temos a esperança de que dele haveremos de alcançar ou a vida eterna como prêmio do bom mérito, ou a pena do suplício eterno pelos pecados. Lê estas coisas, guarda-as, submete tua alma a esta fé. Do Cristo Senhor obterás e a vida, e o prêmio [os prêmios]. Sancti Augustini episcopi” (Codex Augiensis [de Reichenau] França meridional e foi depois introduzida na Espanha. 65s / KüBS 147s; cf. 12. – Reg. ClPL 1748.

Latim

Credimus in unum Deum Patrem omnipotentem et in unum Dominum nostrum Iesum Christum Filium Dei et in [unum] Spiritum Sanctum Deum. Non tres Deos, sed Patrem et Filium et Spiritum Sanctum unum Deum colimus et confitemur: non sic unum Deum, quasi solitarium, nec eundem, qui ipse sibi Pater sit, ipse et Filius, sed Patrem esse qui genuit, et Filium esse qui genitus sit, Spiritum vero Sanctum non genitum neque ingenitum, non creatum neque factum, sed de Patre et Filio [–!] procedentem, Patri et Filio coaeternum et coaequalem et cooperatorem, quia scriptum est: “Verbo Domini caeli firmati sunt” id est, a Filio Dei, “et spiritu oris eius omnis virtus eorum” [Ps 32,6], et alibi: Emitte spiritum tuum et creabuntur et renovabis faciem terrae [cf. Ps 103,30]. Ideoque in nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti unum confitemur Deum, quia [deus] nomen est potestatis deus [–!], non proprietatis. Proprium nomen est Patri Pater, et proprium nomen est Filio Filius, et proprium nomen est Spiritui Sancto Spiritus Sanctus. Et in hac Trinitate unum Deum credimus, quia ex uno Patre, quod est unius cum Patre naturae uniusque substantiae et unius potestatis. Pater Filium genuit, non voluntate, nec necessitate, sed natura. Filius ultimo tempore ad nos salvandos et ad implendas scripturas descendit a Patre, qui nunquam desiit esse cum Patre, et conceptus est de Spiritu Sancto et natus ex Maria [–!] Virgine, carnem, animam et sensum, hoc est perfectum suscepit hominem, nec amisit, quod erat, sed coepit esse, quod non erat; ita tamen, ut perfectus in suis sit et verus in nostris. Nam qui Deus erat, homo natus est, et qui homo natus est, operatur ut Deus; et qui operatur ut Deus, ut homo moritur; et qui ut homo moritur, ut Deus resurgit [surgit]. Qui devicto mortis imperio cum ea carne, qua natus et passus et mortuus fuerat, resurrexit tertia die [-!], ascendit ad Patrem sedetque ad dextram eius in gloria [gloriam], quam semper habuit habetque. In huius morte et sanguine credimus emundatos nos ab eo resuscitandos die novissima in hac carne, qua nunc vivimus, et habemus spem nos consecuturos ab ipso aut vitam aeternam praemium boni meriti aut poenam pro peccatis aeterni supplicii. Haec lege, haec retine, huic fidei animam tuam subiuga. A Christo Domino et vitam consequeris et praemium [praemia]. 73-74: Símbolo “Clemens Trinitas” Esta fórmula foi chamada também “Fides catholica XVIII, séc. IX, ed. KüBS). Teve origem no séc. V/VI na Ed.: I.A. de Aldama, in: Greg 14 (1933) 487s / KüA

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