Denzinger · DH 781

DH 781

Está em contradição com a religião cristã que seja obrigado a receber e a observar o cristianismo alguém que constantemente n ã o q u e r e se opõe de todo. A este propósito, alguns distinguem, não sem razão, entre contrário e contrário, entre constrangido e constrangido, porque aquele que com terrores e suplícios é arrastado de modo violento e que, para não se expor a dano, acolhe assim o sacramento do batismo, recebe impresso o caráter de cristão de igual modo como aquele que vai ao batismo com hipocrisia, e, assim como quem quer de modo condicional, se bem que não queira de modo absoluto, deve ser obrigado à observância da fé cristã. … 274 Aquele, ao invés, que não dá jamais o seu consentimento, mas se opõe radicalmente, não recebe nem a realidade, nem o caráter do sacramento, pois oporse expressamente é ainda mais que não consentir de modo algum; assim como não se mancha de culpabilidade alguma aquele que é constrangido com violência a oferecer incenso aos ídolos embora radicalmente se opondo e protestando. Quanto aos que dormem e os que são privados do juízo, se, antes de cair na demência ou antes de dormir, persistiam em dizer não, mesmo tendo sido batizados nesta condição, não recebem o caráter do sacramento, pois entende-se que neles perdura o propósito de negar; mas, se antes foram catecúmenos e tiveram o propósito de serem batizados, o contrário é o caso; por isso, a Igreja concebeu o costume de batizar tais pessoas em caso de necessidade. Neste caso, a ação sacramental imprime o caráter, dado que não encontra a oposição do obstáculo da vontade contrária. João de Lião, 29 nov. 1202 IX, Decretales, l. III, tit. 41, c. 6 (Frdb 2, 637-639). – Reg.: da eucaristia

Latim

Id est religioni christianae contrarium, ut semper i n v i t u s et penitus contradicens ad recipiendam et servandam Christianitatem aliquis compellatur. Propter quod inter invitum et invitum, coactum et coactum alii non absurde distinguunt, quod is, qui terroribus atque suppliciis violenter attrahitur, et, ne detrimentum incurrat, baptismi suscipit sacramentum, talis quidem sicut et is, qui ficte ad baptismum accedit, characterem suscipit Christianitatis impressum et ipse tamquam conditionaliter volens, licet absolute non velit, cogendus est ad observantiam fidei christianae. … Ille vero, qui numquam consentit, sed penitus contradicit, nec rem nec characterem suscipit sacramenti, quia plus est expresse contradicere, quam minime consentire: sicut nec ille notam alicuius reatus incurrit, qui contradicens penitus et reclamans thurificare idolis cogitur violenter. Dormientes autem et amentes, si prius quam amentiam incurrerent aut dormirent, in contradictione persisterent: quia in eis intellegitur contradictionis propositum perdurare, etsi fuerint sic immersi, characterem non suscipiunt sacramenti; secus autem si prius catechumeni exstitissent et habuissent propositum baptizandi; unde tales in necessitatis articulo consuevit Ecclesia baptizare. Tunc ergo characterem sacramentalis imprimit operatio, cum obicem voluntatis contrariae non invenit obsistentem. 782-784: Carta “Cum Marthae circa”, ao arcebispo Ed.: PL 214, 1119A-1122B (= Cartas V 121) / Gregório PoR 1779. A forma sacramental

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