Denzinger · DH 838

DH 838

21. Aqueles, porém, que se casam pela segunda vez, os presbíteros não devem abençoá-los de modo algum. [A s o r t e d o s d e f u n t o s ] 23 (§ 18). No evangelho, enfim, a Verdade afirma que, se alguém tiver proferido blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem neste século nem no futuro [cf. Mt 12,32]: por estas palavras se dá a entender que algumas culpas são perdoadas no século presente, outras, ao contrário, no século futuro; o Apóstolo 296 diz que “a qualidade da obra de cada um será provada pelo fogo” e “aquele cuja obra for queimada receberá a punição, mas ele mesmo será salvo como que através do fogo” [1Cor 3,13.15]; também os próprios gregos, segundo o que se diz, segundo a verdade e sem nenhuma dúvida crêem e afirmam que as almas daqueles que receberam, mas não cumpriram a penitência, ou então os que morreram sem pecado mortal, mas com pecados veniais ou de pouca monta, são purificados depois da morte e podem ser ajudados com as orações de sufrágio da Igreja. Ora, porque dizem que o lugar de tal purificação não lhes foi indicado com nome preciso e peculiar pelos seus doutores, Nós, que segundo a tradição e autoridade dos santos Padres <o> denominamos “purgatório”, queremos que, de agora em diante, seja por eles chamado com este nome. Com aquele fogo transitório, de fato, certamente são purificados os pecados, não todavia os delituosos ou mortais que não foram perdoados antes mediante a penitência, mas os pequenos e de pouca monta que ainda pesarem depois da morte, mesmo tendo sido perdoados durante a vida.

Latim

21. Secundo tamen nubentes presbyteri nullatenus benedicant. [D e s o r t e d e f u n c t o r u m ] 23 (§ 18). Denique cum Veritas in Evangelio asserat, quod si quis in Spiritum Sanctum blasphemiam dixerit, neque in hoc saeculo, neque in futuro dimittetur ei [cf. Mt 12,32]; per quod datur intellegi quasdam culpas in praesenti, quasdam vero in futuro saeculo relaxari, et Apostolus dicat, quod “uniuscuiusque opus, quale sit, ignis probabit”, et “cuius opus arserit, detrimentum patietur; ipse autem salvus erit; sic tamen quasi per ignem” [1 Cor 3,13.15], et ipsi Graeci vere ac indubitanter credere ac affirmare dicantur, animas illorum, qui, suscepta paenitentia, ea non peracta, vel qui sine mortali peccato, cum venialibus tamen et minutis decedunt, purgari post mortem, et posse suffragiis Ecclesiae adiuvari: Nos, quia locum purgationis huiusmodi dicunt non fuisse sibi ab eorum doctoribus certo et proprio nomine indicatum, illum quidem iuxta traditiones et auctoritates sanctorum Patrum “Purgatorium” nominantes volumus, quod de cetero apud ipsos isto nomine appelletur. Illo enim transitorio igne peccata utique, non tamen criminalia seu capitalia, quae prius per paenitentiam non fuere remissa, sed parva et minuta purgantur, quae post mortem etiam gravant, si in vita fuerunt relaxata.

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