Denzinger · DH 112

DH 112

(Cap. 1) Com todo direito, falarei a seguir também contra aqueles que dividem, laceram e esvaziam em três forças indeterminadas, três hipóstases e divindades separadas o anúncio mais venerando da Igreja de Deus, a monarquia <de Deus>. De fato, fiquei sabendo que alguns dentre os que catequizam e ensinam a palavra divina conduzem a essa opinião, colocando-se, por assim dizer, em posição diametralmente oposta à convicção de Sabélio. Este, com efeito, blasfema dizendo que o próprio Filho é o Pai e vice-versa, aqueles, por sua vez, anunciam em certo modo três deuses dividindo a santa Unidade em três hipóstases de todo separadas, estranhas uma à outra. É, de fato, necessário que o Verbo divino seja unido ao Deus de todas as coisas; e <é necessário> que o Espírito Santo permaneça e continue morando sempre em Deus. É, pois, absolutamente necessário que também a divina Trindade seja recapitulada e reunida em um só, como que num ápice, quero dizer, no Deus do universo, o Onipotente. O ensinamento, portanto, de Marcião, <homem> de mente vazia, recorta e divide a monarquia em três princípios; é um ensinamento diabólico, não o dos verdadeiros discípulos de Cristo e daqueles 47 que se comprazem nos ensinamentos do Salvador. Estes, de fato, sabem claramente que a Trindade é anunciada pela divina Escritura e que nem o Antigo nem o Novo Testamento pregam três deuses.

Latim

(c. 1) d’ tinaw par’ tvn tina, te gma Oyßtoi

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