Denzinger · DH 144

DH 144

Por causa disso, irmãos, aquela Jericó, apostrofada em altos brados como figura das volúpias mundanas, desmorona e não mais se erguerá, pois todos nós a uma só voz dizemos que a Trindade é de uma só força, de uma só majestade, de uma só divindade, de uma só usia, de modo que afirmamos que há um poder inseparável, porém em três pessoas, que não retornam em si ou diminuem, … mas permanecem sempre; e <afirmamos> também que não há níveis de poder e tempos de proveniência distintos; que o Verbo nem é proferido, pelo que lhe negaríamos a geração, nem imperfeito, como se à sua pessoa faltasse ou a natureza do Pai ou a plenitude da divindade; que o Filho não é dessemelhante quanto ao operar, ou dessemelhante quanto ao poder, ou dessemelhante em tudo, e não tem subsistência de outra parte, mas, nascido de Deus, foi gerado, não falso, porém verdadeiro Deus do Deus verdadeiro, luz verdadeira da luz verdadeira, para que não venha a ser considerado diminuído ou diverso, pois o Unigênito tem o esplendor da luz eterna [cf. Sb 7,26], porque segundo a ordem da natureza não pode haver luz sem esplendor, nem esplendor sem luz; que é também a imagem do Pai, pois quem o vê, vê também o Pai [Jo 14,9]; que ele mesmo, por amor à nossa redenção, procedeu da Virgem, para nascer, como homem perfeito, em prol do homem perfeito que pecara. Por isso, irmãos, afirmamos que o Filho de Deus assumiu também o homem perfeito.

Latim

Ea gratia, fratres, Jericho illa, quae figura est saecularium voluptatum, conclamata concidit nec resurgit, quia omnes uno ore unius virtutis, unius maiestatis, unius divinitatis, unius usiae dicimus Trinitatem, ita ut inseparabilem potestatem, tres tamen adseramus esse personas, nec redire in se aut minui, … sed semper manere nec potentiae gradus quosdam ortusque tempora disparata nec prolativum Verbum, ut generationem ei demamus, nec inperfectum, ut ad personam aut Patris natura aut divinitatis ei plenitudo defuerit, nec dissimilem opere Filium nec dissimilem potestate aut per universa dissimilem nec subsistere aliunde, sed de Deo natum nec falsum, sed Deum verum de Deo vero esse generatum, lumen verum de vero lumine, ne minutum aut diversum putetur, quod Unigenitus habet splendorem lucis aeternae [cf. Sap 7,26], quia naturae ordine neque sine splendore lumen neque splendor potest esse sine lumine, imaginem quoque Patris, ut qui eum viderit, viderit et Patrem [Io 14,9]; eundem redemptionis nostrae gratia processisse de virgine, ut perfectus homo pro perfecto qui peccaverat homine nasceretur. Ergo, fratres, adseramus Dei Filium et perfectum hominem suscepisse.

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