DH 1521
Antes de tudo, o santo Sínodo declara que, para uma compreensão exata e íntegra da doutrina da justificação é necessário que cada um reconheça e professe que todos os homens, tendo perdido a inocência pela culpa de Adão [cf. Rm 5, 12; 1 Co 15,22; *239], “tornados imundos” [Is 64,6] e (como afirma o Apóstolo) “por natureza filhos da ira” [Ef 2,3], como se expôs no decreto sobre o pecado original, eram a tal ponto servos do pecado [cf. Rm 6,20] e <estavam> sob o poder do demônio e da morte, que não só os gentios, pelas forças da natureza [cân. 1], mas nem os judeus pela observância literal da lei de Moisés podiam ser libertados ou se reerguer de 400 tal condição, embora o livre-arbítrio não tivesse sido de modo algum extinto neles [cân. 5], mas somente atenuado em sua força e inclinado [cf. * 378]. Cap. 2. A economia da salvação e o mistério da vinda de Cristo
Primum declarat sancta Synodus, ad iustificationis doctrinam probe et sincere intelligendam oportere, ut unusquisque agnoscat et fateatur, quod, cum omnes homines in praevaricatione Adae innocentiam perdidissent [cf. Rm 5,12; 1 Cor 15,22; *239], “facti immundi” [Is 64,6] et (ut Apostolus inquit) “natura filii irae” [Eph 2,3], quemadmodum in decreto de peccato originali exposuit, usque adeo servi erant peccati [cf. Rm 6,20] et sub potestate diaboli ac mortis, ut non modo gentes per vim naturae [can. 1], sed ne Iudaei quidem per ipsam etiam litteram Legis Moysi inde liberari aut surgere possent, tametsi in eis liberum arbitrium minime exstinctum [can. 5] esset, viribus licet attenuatum et inclinatum [cf. *378]. Cap. 2. De dispensatione et mysterio adventus Christi