Denzinger · DH 1536

DH 1536

Ninguém, embora justificado, deve-se julgar livre da observância dos mandamentos [cân. 20], ninguém deve fazer sua aquela temerária expressão cominada pelos Padres com o anátema, segundo a qual é impossível ao homem justificado a observância dos mandamentos de Deus [cân. 18 e 22; cf. *397]. “Pois Deus não manda o impossível; mas quando manda, te adverte de fazer aquilo que podes e pedir aquilo que não podes” 1 , e te ajuda para que o possas, pois seus “mandamentos não são pesados” [1Jo 5,3] e seu “jugo é suave e o fardo, leve” [Mt 11,30]. Com efeito, os que são filhos de Deus amam o Cristo, e aqueles que o amam (como ele mesmo testemunha) observam as suas palavras [cf. Jo 14,23], o que, com o auxílio de Deus, certamente são capazes de fazer.

Latim

Nemo autem, quantumvis iustificatus, liberum se esse ab observatione mandatorum [can. 20] putare debet; nemo temeraria illa et a Patribus sub anathemate prohibita voce uti, Dei praecepta homini iustificato ad observandum esse impossibilia [can. 18 et 22; cf. *397]. “Nam Deus impossibilia non iubet, sed iubendo monet, et facere quod possis, et petere quod non possis” 1 , et adiuvat ut possis; “cuius mandata gravia non sunt” [1 Io 5,3], cuius “iugum suave est et onus leve” [Mt 11,30]. Qui enim sunt filii Dei, Christum diligunt: qui autem diligunt eum, (ut ipsemet testatur) servant sermones eius [cf. Io 14,23], quod utique cum divino auxilio praestare possunt.

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