Denzinger · DH 1537

DH 1537

Pois nesta vida mortal, também se santos e justos, alguma vez <os cristãos> caem ao menos em pecados leves e quotidianos, que se chamam também veniais [cân. 23], sem por isso deixar de ser justos. Pois é própria dos justos a invocação humilde e sincera: “Perdoa-nos os nossos pecados” [Mt 6,12; cf. *229s]. Disto deriva que mesmo os justos tanto mais devam sentir-se obrigados a caminhar na via da justiça, quanto, “enfim livres do pecado e feitos servos de Deus” [Rm 6,22], “vivendo com sobriedade, justiça e piedade” [Tt 2,12], podem progredir por meio de Cristo Jesus, pelo qual obtiveram o acesso a esta graça [cf. Rm 5,2]. Pois Deus “não abandona” aqueles que com a sua graça foram um dia justificados, “a menos que antes tenha sido por eles abandonado” 1 .

Latim

Licet enim hac mortali vita quantumvis sancti et iusti in levia saltem et quotidiana, quae etiam venialia [can. 23] dicuntur, peccata quandoque cadant, non propterea desinunt esse iusti. Nam iustorum illa vox est et humilis et verax: “Dimitte nobis debita nostra” [Mt 6,12; cf. *229s]. Quo fit, ut iusti ipsi eo magis se obligatos ad ambulandum in via iustitiae sentire debeant, quo “liberati iam a peccato, servi autem facti Deo” [Rm 6,22], “sobrie et iuste et pie viventes” [Tit 2,12], proficere possunt per Christum Iesum, per quem accessum habuerunt in gratiam istam [cf. Rm 5,2]. Deus namque sua gratia semel iustificatos “non deserit, nisi ab eis prius deseratur” 1 .

Abrir no Denzinger completo →