Denzinger · DH 1543

DH 1543

É preciso, portanto, ensinar que a penitência do cristão depois da queda é de natureza muito diferente da penitência batismal e consiste não só em cessar de pecar e em detestar os pecados, ou seja, num “coração contrito e humilhado” [Sl 51,19], mas também na confissão sacramental dos mesmos – ao menos no desejo de fazê-la a seu tempo – e na absolvição do sacerdote; e igualmente na satisfação, por jejum, esmolas, orações e outras práticas piedosas de vida espiritual, não certamente por causa da pena eterna, que, junto com a culpa, é perdoada mediante o sacramento ou o desejo do sacramento, mas por causa da pena temporal [cân. 30]: esta, de fato (como ensina a Sagrada Escritura), nem sempre é perdoada totalmente, como no batismo, àqueles que, esquecidos da graça que de Deus receberam, contristaram o Espírito Santo [cf. Ef 4,30] e não temeram violar o templo de Deus [cf. 1 Cor 3,17]. Desta penitência está escrito: “Recorda-te, portanto, de onde caíste, converte-te e cumpre as obras de antes” [Ap 2,5]; e de novo: “A tristeza que é segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação estável” [2Cor 7,10]; e ainda: “Fazei penitência” [Mt 3,2; 4,17], e: “Produzi frutos dignos da penitência” [Mt 3,8; Lc 3,8]. Cap. 15. Com qualquer pecado mortal se perde a graça, mas não a fé

Latim

Unde docendum est, christiani hominis paenitentiam post lapsum multo aliam esse a baptismali, eaque contineri non modo cessationem a peccatis, et eorum detestationem, aut “cor contritum et humiliatum” [Ps 50,19], verum etiam et eorundem sacramentalem confessionem, saltem in voto et suo tempore faciendam, et sacerdotalem absolutionem, itemque satisfactionem per ieiunium, eleemosynas, orationes et alia pia spiritualis vitae exercitia, non quidem pro poena aeterna, quae vel sacramento vel sacramenti voto una cum culpa remittitur, sed pro poena temporali [can. 30], quae (ut sacrae Litterae docent) non tota semper, ut in baptismo fit, dimittitur illis, qui gratiae Dei, quam acceperunt, ingrati Spiritum Sanctum contristaverunt [cf. Eph 4,30] et templum Dei violare [cf. 1 Cor 3,17] non sunt veriti. De qua paenitentia scriptum est: “Memor esto, unde excideris, age paenitentiam, et prima opera fac” [Apc 2,5], et iterum: “Quae secundum Deum tristitia est, paenitentiam in salutem stabilem operatur” [2 Cor 7,10], et rursus: “Paenitentiam agite” [Mt 3,2; 4,17], et: “Facite fructus dignos paenitentiae” [Mt 3,8; Lc 3,8]. Cap. 15. Quolibet mortali peccato amitti gratiam, sed non fidem

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