DH 1544
Contra as malignas invenções de alguns, que, “com falar suave e elogios enganam os corações dos simples” [Rm 16,18], é preciso afirmar que não só pela infidelidade [cân. 27], pela qual se perde a própria fé, mas também por qualquer outro pecado mortal se perde a graça, já recebida, da justificação, embora não se perca a fé [cân. 28]. Com isto defende-se o ensinamento da lei divina, que exclui do reino de Deus não somente os infiéis, mas também os fiéis fornicadores, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avaros, bêbados, caluniadores,
Adversus etiam hominum quorumdam callida ingenia, qui “per dulces sermones et benedictiones seducunt corda innocentium” [Rm 16,18], asserendum est, non modo infidelitate [can. 27], per quam et ipsa fides amittitur, sed etiam quocumque alio mortali peccato, quamvis non amittatur fides [can. 28], acceptam iustificationis gratiam amitti: divinae legis doctrinam defendendo, quae a regno Dei non solum infideles excludit, sed et fideles quoque fornicarios, adulteros, molles, masculorum concubitores, fures, avaros, ebriosos, maledicos, rapaces [cf.