DH 1684
A respeito do ministro deste sacramento, o santo Sínodo declara como falsas e inteiramente alheias à 432 verdade do Evangelho todas as doutrinas que perniciosamente estendem o ministério das chaves a outros homens além dos bispos e sacerdotes [cân. 10] e supõem, contra a instituição deste sacramento, que aquelas palavras do Senhor: “Tudo o que ligardes sobre a terra será também ligado no céu; e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu” [Mt 18,18], e: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos” [Jo 20,23], foram dirigidas indiferentemente a todos os fiéis cristãos, de modo que qualquer pessoa teria o poder de perdoar pecados, os públicos, pela correção, se o repreendido se acomodar, e os ocultos, pela confissão espontânea, feita a qualquer um. <O Sínodo> ensina também que os sacerdotes, mesmo que estejam em pecado mortal, não deixam de perdoar pecados na qualidade de ministros de Jesus Cristo, por causa da força do Espírito Santo que eles recebem na ordenação; e que pensam de modo errado os que afirmam que os maus sacerdotes perdem aquele poder.
Circa ministrum autem huius sacramenti declarat sancta Synodus, falsas esse et a veritate Evangelii penitus alienas doctrinas omnes, quae ad alios quosvis homines praeter episcopos et sacerdotes [can. 10] clavium ministerium perniciose extendunt, putantes verba illa Domini: “Quaecumque alligaveritis super terram, erunt ligata et in caelo, et quaecumque solveritis super terram, erunt soluta et in caelo” [Mt 18,18], et: “Quorum remiseritis peccata, remittuntur eis, et quorum retinueritis, retenta sunt” [Io 20,23], ad omnes Christi fideles indifferenter et promiscue contra institutionem huius sacramenti ita fuisse dicta, ut quivis potestatem habeat remittendi peccata, publica quidem per correptionem, si correptus acquieverit, secreta vero per spontaneam confessionem cuicumque factam. Docet quoque, etiam sacerdotes, qui peccato mortali tenentur, per virtutem Spiritus Sancti in ordinatione collatam tamquam Christi ministros functionem remittendi peccata exercere, eosque prave sentire, qui in malis sacerdotibus hanc potestatem non esse contendunt.