DH 1694
Pareceu bem ao santo Sínodo acrescentar à precedente doutrina sobre a penitência o que segue sobre o sacramento da extrema-unção, que é considerado pelos Padres o acabamento não só da penitência, mas de toda a vida cristã, a qual deve ser uma penitência permanente 1 . Em primeiro lugar, quanto à sua instituição, <o Sínodo> declara e ensina que nosso clementíssimo Redentor, que quis em todo tempo providenciar para seus servos remédios salutares contra todas as armas de todos os inimigos, assim como preparou os maiores auxílios nos outros sacramentos, pelos quais os cristãos durante a vida se pudessem conservar incólumes de todo dano espiritual mais grave, assim, pelo sacramento da extrema-unção, fortificou o fim da vida como por uma proteção firmíssima [cân. 1]. Pois, embora nosso adversário procure e espreite ocasiões para poder de qualquer modo devorar [cf. 1Pd 5,8] nossas almas no decorrer de toda 436 a vida, não há nenhum tempo em que ele mais veementemente estenda os laços de sua astúcia para perder-nos inteiramente e para nos demover, se pudesse, da confiança na misericórdia divina, quanto este, quando vê aproximar-se de nós o fim da vida Cap. 1. A instituição do sacramento da extrema-unção
Visum est autem sanctae Synodo, praecedenti doctrinae de paenitentia adiungere ea, quae sequuntur de sacramento extremae unctionis, quod non modo paenitentiae, sed et totius christianae vitae, quae perpetua paenitentia esse debet, consummativum existimatum est a Patribus 1 . Primum itaque circa illius institutionem declarat et docet, quod clementissimus Redemptor noster, qui servis suis quovis tempore voluit de salutaribus remediis adversus omnia omnium hostium tela esse prospectum, quemadmodum auxilia maxima in sacramentis aliis praeparavit, quibus Christiani conservare se integros, dum viverent, ab omni graviore spiritus incommodo possint, ita extremae unctionis sacramento finem vitae tamquam firmissimo quodam praesidio munivit [can. 1]. Nam etsi adversarius noster occasiones per omnem vitam quaerat et captet, ut devorare [cf. 1 Pt 5,8] animas nostras quoquo modo possit, nullum tamen tempus est, quo vehementius ille omnes suae versutiae nervos intendat ad perdendos nos penitus, et a fiducia etiam, si possit, divinae misericordiae deturbandos, quam cum impendere nobis exitum vitae prospicit. Cap. 1. De institutione sacramenti extremae unctionis