DH 1728
<O santo Sínodo> declara ainda que a Igreja teve sempre o poder de, na administração dos sacramentos, salva a substância, estabelecer ou mudar o que julgasse mais conveniente à utilidade de quem recebe ou à veneração dos próprios sacramentos, segundo a variedade de situações, tempos e lugares. É o que parece ter insinuado claramente o Apóstolo, dizendo: “Assim nos julgue o homem como ministros de Cristo e dispensadores do mistério de Deus” [1Cor 4,1]. Consta suficientemente que ele mesmo usou deste poder, tanto em muitas outras coisas como neste mesmo sacramento, quando, depois de ter ordenado algumas coisas sobre seu uso, disse: “O resto disporei quando eu vier” [1Cor 11,34]. Por isso, embora não tenha sido raro no início da religião cristã o uso de ambas as espécies, depois que mudou amplissimamente aquele costume no decurso dos tempos, a santa mãe Igreja, consciente desta sua autoridade na administração dos sacramentos e levada por causas graves e justas, aprovou o costume de comungar sob uma das duas espécies e determinou que valeria como lei, a qual não é lícito reprovar ou mudar arbitrariamente, sem a autoridade da mesma Igreja [cân. 2]. Cap. 3. Sob cada espécie é recebido o Cristo todo e inteiro e o sacramento verdadeiro
Praeterea declarat, hanc potestatem perpetuo in Ecclesia fuisse, ut in sacramentorum dispensatione, salva illorum substantia, ea statueret vel mutaret, quae suscipientium utilitati seu ipsorum sacramentorum venerationi, pro rerum, temporum et locorum varietate, magis expedire iudicaret. Id autem Apostolus non obscure visus est innuisse, cum ait: “Sic nos existimet homo ut ministros Christi et dispensatores mysteriorum Dei” [1 Cor 4,1]; atque ipsum quidem hac potestate usum esse, satis constat, cum in multis aliis, tum in hoc ipso sacramento, cum ordinatis nonnullis circa eius usum, “Cetera”, inquit, “cum venero, disponam” [1 Cor 11,34]. Quare agnoscens sancta mater Ecclesia hanc suam in administratione sacramentorum auctoritatem, licet ab initio christianae religionis non infrequens utriusque speciei usus fuisset, tamen progressu temporis latissime iam mutata illa consuetudine, gravibus et iustis causis adducta, hanc consuetudinem sub altera specie communicandi approbavit et pro lege habendam decrevit, quam reprobare aut sine ipsius Ecclesiae auctoritate pro libito mutare non licet [can. 2]. Cap. 3. Totum et integrum Christum ac verum sacramentum sub qualibet specie sumi