DH 2090
Mesmo se o uso freqüente e quotidiano da santíssima Eucaristia foi sempre aprovado na Igreja pelos santos Padres, estes todavia nunca estabeleceram se se deve recebê-la mais freqüentemente ou abster-se dela em determinados dias de cada mês ou de cada semana; e isto, nem mesmo o Concílio de Trento o estabeleceu, mas, quase considerando dentro de si a fragilidade humana, sem nada prescrever, somente indicou o que desejava, quando disse: “O sacrossanto Sínodo desejaria certamente que em cada Missa os fiéis presentes comungassem recebendo sacramentalmente a Eucaristia” [*1747]. E isso não sem razão, pois são multíplices os cantos abscônditos das consciências, diversas as dissipações do espírito por causa das ocupações, muitas, doutra parte, as graças e os dons de Deus aos 497 humildes; coisas que não estamos em condição de perscrutar com os olhos humanos, e portanto não se pode estabelecer, em cada caso, nada que diga respeito ao ser digno ou à integridade de cada um, nem, conseqüentemente, ao mais freqüente ou quotidiano nutrir-se com o pão da vida.
Etsi frequens quotidianusque sacrosanctae Eucharistiae usus a sanctissimis Patribus fuerit semper in Ecclesia probatus: numquam tamen aut saepius illam percipiendi aut ab ea abstinendi certos singulis mensibus aut hebdomadis dies statuerunt, quos nec Concilium Tridentinum praescripsit, sed, quasi humanam infirmitatem secum reputaret, nihil praecipiens, quid cuperet tantum indicavit, cum inquit: “Optaret quidem sacrosancta Synodus, ut in singulis Missis fideles adstantes sacramentali Eucharistiae perceptione communicarent” [*1747]. Idque non immerito: multiplices enim sunt conscientiarum recessus, variae ob negotia spiritus alienationes; multae contra gratiae et Dei dona parvulis concessa; quae cum humanis oculis scrutari non possimus, nihil certe de cuiusque dignitate atque integritate et consequenter de frequentiore aut quotidiano vitalis panis esu potest constitui.