DH 231
Fiel é o Senhor nas suas palavras [Sl 145,13], e o seu batismo contém, na realidade e nas palavras, isto é, na ação, na profissão de fé e na verdadeira remissão dos pecados a mesma plenitude para cada sexo, idade e condição do gênero humano. De fato, ninguém pode ficar livre senão quem é escravo do pecado, nem pode ser chamado redimido senão aquele que, verdadeiramente, pelo pecado, antes era prisioneiro, como está escrito: “Se o Filho vos tiver libertado, sereis verdadeiramente livres” [Jo 8,36]. Por ele, de fato, renascemos espiritualmente, por ele somos crucificados para o mundo. Por sua morte é destruído o título de dívida da morte [cf. Cl 2,14] introduzida por Adão para nós todos e transmitida a cada vivente – <título de dívida> contraído com a procriação e do qual absolutamente nenhum dos nascidos está livre antes de ser livrado pelo batismo. dez. 418 – 4 set. 422 da Tessália, 11 mar. 422 ad vicarios per Illyricum aliosque episcopos Collectio carta 9) / PL 20, 776A (= carta 13). – Reg.: JR 363. 87 da Sé Romana
Fidelis Dominus in verbis suis [Ps 144,13] eiusque baptismus re ac verbis, id est opere, confessione et remissione vera peccatoram in omni sexu, aetate, condicione generis humani, eandem plenitudinem tenet. Nullus enim, nisi qui peccati servus est, liber efficitur, nec redemptus dici potest, nisi qui vere per peccatum fuerit ante captivus, sicut scriptum est: “Si vos Filius liberaverit, vere liberi eritis” [Io 8,36]. Per ipsum enim renascimur spiritaliter, per ipsum crucifigimur mundo. Ipsius morte mortis ab Adam omnibus nobis introductae atque transmissae universae animae, illud propagatione contractum chirographum [cf. Col 2,14] rumpitur, in quo nullus omnino natorum, antequam per baptismum liberetur, non tenetur obnoxius. BONIFÁCIO I: 29 232: Carta “Retro maioribus”, ao bispo Rufo Ed.: C. Silva Tarouca, Epistularum Romanorum Pontificum Thessalonicensis (TD ser. theol. 23; Roma 1937) 33 (= O primado