DH 2549
4. Mas, do mesmo modo que em tais e tantos diversos gêneros de contratos, se não for mantida a igualdade de condições próprias de cada um, é claro que o que se recebe além do o justo é indício, senão de usura (dado que não há empréstimo nem claro nem encoberto), certamente de alguma outra ilegalidade que implica igualmente a obrigação de restituir; se assim se procede em todas as coisas com honestidade, agindo segundo a balança da justiça, não há como duvidar que naqueles mesmos contratos superabundam muitos modos lícitos e maneiras convenientes para conservar e intensificar as relações comerciais humanas, bem como a negociação frutuosa, para o bem público. Estejam de fato os cristãos bem longe de crer que possam florir comércios lucrativos por meio da usura ou de semelhantes danos causados aos outros; sabemos ao invés, pelo mesmo divino oráculo, que “a justiça eleva as gentes, e o pecado torna miseráveis os povos” [Pr 14,34]. 552
4. Quemadmodum vero, in tot eiusmodi diversis contractuum generibus, si sua cuiusque non servatur aequalitas, quidquid plus iusto recipitur, si minus ad usuram (eo quod omne mutuum, tam apertum quam palliatum, absit), at certe ad aliam veram iniustitiam restituendionus pariter afferentem spectare compertum est: ita, si rite omnia peragantur et ad iustitiae libram exigantur, dubitandum non est, quin multiplex in iisdem contractibus licitus modus et ratio suppetat humana commercia et fructuosam ipsam negotiationem ad publicum commodum conservandi ac frequentandi. Absit enim a Christianorum animis, ut per usuras aut similes alienas iniurias florere posse lucrosa commercia existiment; cum contra ex ipso oraculo divino discamus, quod “iustitia elevat gentem, miseros autem facit populos peccatum” [Prv 14,34].