DH 2636
36. A doutrina do Sínodo, que primeiramente declara que, “quando se tem sinais inequívocos do amor 577 de Deus dominante no coração da pessoa, esta pode ser merecidamente julgada digna de ser admitida à participação do sangue de Cristo que se faz nos sacramentos”, e depois acrescenta que “as supostas conversões produzidas pela atrição, de costume, não são nem eficazes nem duráveis” e que, conseqüentemente, “o pastor das almas deve insistir sobre os sinais inequívocos da caridade dominante antes de admitir os seus penitentes aos sacramentos”; sinais que, como então recomenda (§ 17), “o pastor poderá deduzir da estável abstenção do pecado e do fervor nas boas obras”, apresentando ainda o “fervor de caridade” (Decreto sobre a penitência, § 10) como disposição que “deve preceder a absolvição” 1 ; entendida no sentido de que deva ser exigida de modo geral e absoluto, para que a pessoa seja admitida aos sacramentos, e em particular os penitentes ao benefício da absolvição, não só a contrição imperfeita – corriqueiramente chamada atrição –, mesmo quando unida ao amor com o qual o homem começa a amar Deus como fonte de toda justiça [cf. *1526], e nem mesmo a contrição plasmada pela caridade, mas também o fervor da caridade dominante, a saber, demonstrado com prática diuturna mediante o fervor nas boas obras: falsa, temerária, perturbadora da paz das almas, contrária a segura e aprovada praxe da Igreja, detraindo a eficácia do sacramento e injuriosa. A autoridade de absolver
36. Doctrina Synodi, qua, postquam praemisit, “quando habebuntur signa non aequivoca amoris Dei dominantis in corde hominis, posse illum merito iudicari dignum, qui admittatur ad participationem sanguinis Iesu Christi, quae fit in sacramentis”, subdit, “supposititias conversiones, quae fiunt per attritionem, nec efficaces esse solere nec durabiles”, consequenter “pastorem animarum debere insistere signis non aequivocis caritatis dominantis, antequam admittat suos paenitentes ad sacramenta”; quae signa, ut deinde tradit (§ 17), “pastor deducere poterit ex stabili cessatione a peccato et fervore in operibus bonis”; quem insuper “fervorem caritatis” perhibet (De paenit. § 10) velut dispositionem, quae “debet praecedere absolutionem” 1 ; sic intellecta, ut non solum contritio imperfecta, quae passim attritionis nomine donatur, etiam quae iuncta sit cum dilectione, qua homo incipit diligere Deum tamquam omnis iustitiae fontem [cf. *1526], nec modo contritio caritate formata, sed et fervor caritatis dominantis, et ille quidem diuturno experimento per fervorem in operibus bonis probatus, generaliter et absolute requiratur, ut homo ad sacramenta et speciatim paenitentes ad absolutionis beneficium admittantur: falsa, temeraria, quietis animarum perturbativa, tutae ac probatae in Ecclesia praxi contraria, sacramenti efficaciae detrahens et iniuriosa. De auctoritate absolvendi