Denzinger · DH 286

DH 286

(Cap. 6) A sexta anotação denuncia que eles dizem que o diabo nunca foi bom e sua natureza não seja obra de Deus, mas que ele emergiu do caos e das trevas: isto significa que ele não tem autor al- 106 gum, mas seja ele mesmo a substância de todo o mal, enquanto a verdadeira fé … professa que a substância de todas as criaturas, quer espiritual quer corporal, é boa e que não há nenhuma natureza do mal; pois Deus, que é criador de todas as coisas, não fez nada que não fosse bom. De onde também o diabo seria bom se permanecesse no <estado> em que foi feito. Mas, porque usou mal sua excelência natural e “não permaneceu na verdade” [Jo 8,44], não passou para uma substância contrária, mas desligou-se do sumo bem ao qual devia aderir, assim como os mesmos que afirmam tais coisas caem da verdade na falsidade e acusam a natureza naquilo em que por própria vontade cometem falta e são condenados por causa de sua voluntária perversidade. De qualquer modo, o mal estará neles e o mal mesmo não será a substância, mas o castigo <aplicado> à substância. Flaviano de Constantinopla carta é considerada como um documento doutrinal importante da carta (165) ao imperador Leão (cf. *317s), designada Flavianum Episcopum Constantinopolitanum (TD ser. theol. 9; (= carta 28) / BullTau Apênd. 1, 27a-31b. – Reg.: JR 423. do Verbo de Deus

Latim

(c. 6) Sexta annotatio indicat eos dicere, quod diabolus numquam fuerit bonus, nec natura eius opificium Dei sit, sed eum ex chao et tenebris emersisse: quia scilicet nullum sui habeat auctorem, sed omnis mali ipse sit principium atque substantia: cum fides vera … omnium creaturarum sive spiritualium sive corporalium bonam confiteatur substantiam, et mali nullam esse naturam: quia Deus, qui universitatis est conditor, nihil non bonum fecit. Unde et diabolus bonus esset, si in eo quod factus est permaneret. Sed quia naturali excellentia male usus est “et in veritate non stetit” [Io 8,44], non in contrariam transiit substantiam, sed a summo bono, cui debuit adhaerere, descivit, sicut ipsi qui talia asserunt, a veris in falsa proruunt et naturam in eo arguunt, in quo sponte delinquunt ac pro sua voluntaria perversitate damnantur. Quod utique in ipsis malum erit, et ipsum malum non erit substantia, sed poena substantiae. 290-295: Carta “Lectis dilectionis tuae”, ao bispo (“Tomus [ I ] Leonis”), 13 jun. 449 Nas controvérsias cristológicas da Igreja antiga, esta e muito citado. Às vezes é chamada Tomus I para distingui-lo como Tomus II. Ed.: C. Silva Tarouca, Sancti Leonis Magni Tomus ad Roma 1932) 21-28 / ACOe 2/II/I, 258-29 / PL 54, 757B-773A A encarnação

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