DH 290
(Cap. 2) [Êutiques,] portanto, não sabendo o que devia pensar a respeito da encarnação do Verbo de Deus … ao menos tivesse recebido com solícito acolhimento aquela profissão de fé comum e unânime pela qual todos os fiéis juntos professam crer “em Deus Pai onipotente e em Cristo Jesus, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu do Espírito Santo e Maria virgem [Símbolo dos Apóstolos *12]. … De fato, quando se crê que o Pai é Deus e onipotente, o Filho demonstra-se sempiterno juntamente com ele: em nada diferente do Pai, já que é Deus de Deus, onipotente do Onipotente; nascido do Eterno, é coeterno, não posterior quanto ao tempo, não inferior quanto ao poder, não diferente pela glória, não separado quanto à essência.
(c. 2) Nesciens igitur [Eutyches], quid deberet de Verbi Dei incarnatione sentire …, illam saltem communem et indiscretam confessionem sollicito recepisset auditu, qua fidelium universitas profitetur credere se “in Deum Patrem omnipotentem et in Christum Iesum Filium eius unicum Dominum nostrum, qui natus est de Spiritu Sancto et Maria virgine” [Symb. Apostol.: *12]. … Cum enim Deus et omnipotens Pater creditur, consempiternus eidem Filius demonstratur; in nullo a Patre differens, quia de Deo Deus; de Omnipotente omnipotens; de Aeterno natus est coaeternus; non posterior tempore, non inferior potestate, non dissimilis gloria, non divisus essentia.