Denzinger · DH 3008

DH 3008

Visto que o homem depende inteiramente de Deus como seu criador e Senhor, e que a razão criada está inteiramente sujeita à Verdade incriada, somos 645 obrigados a prestar, pela fé, a Deus que se revela, plena adesão do intelecto e da vontade [cân. 1]. Esta fé, porém, que é o início da salvação humana [cf. *1532], a Igreja a professa como virtude sobrenatural, pela qual, sob a inspiração de Deus e com a ajuda da graça, cremos ser verdade o que ele revela, não devido à verdade intrínseca das coisas conhecida pela luz natural da razão, mas em virtude da autoridade do próprio Deus que se revela, o qual não pode enganar-se nem enganar [cân. 2]. Pois, segundo o testemunho do Apóstolo, “a fé é a substância das coisas que se esperam, argumento do que não aparece” [Hb 11,1].

Latim

Cum homo a Deo tamquam creatore et Domino suo totus dependeat et ratio creata increatae Veritati penitus subiecta sit, plenum revelanti Deo intellectus et voluntatis obsequium fide praestare tenemur [can. 1]. Hanc vero fidem, quae humanae salutis initium est [cf. *1532], Ecclesia catholica profitetur, virtutem esse supernaturalem, qua, Dei aspirante et adiuvante gratia, ab eo revelata vera esse credimus, non propter intrinsecam rerum veritatem naturali rationis lumine perspectam, sed propter auctoritatem ipsius Dei revelantis, qui nec falli nec fallere potest [cf. *2778; can. 2]. “Est enim fides”, testante Apostolo, “sperandarum substantia rerum, argumentum non apparentium” [Hbr 11,1].

Abrir no Denzinger completo →