Denzinger · DH 3009

DH 3009

Ora, para que, não obstante, o obséquio de nossa fé estivesse em conformidade com a razão [cf. Rm 12,1], quis Deus ajuntar ao auxílio interno do Espírito Santo os argumentos externos de sua revelação, isto é, os fatos divinos, e sobretudo os milagres e as profecias, que, por demonstrarem luminosamente a onipotência e a ciência infinita de Deus, são da revelação divina sinais certíssimos e adaptados à inteligência de todos [cân. 3 e 4]. Foi por isso que Moisés e os profetas, e principalmente o próprio Cristo Senhor, produziram muitos e bem manifestos sinais e profecias; e dos Apóstolos lemos: “Eles, porém, partiram e pregaram em toda a parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a sua palavra com os sinais que se seguiam” [Mc 16,20]. E em outro texto se lê: “Temos palavra profética ainda mais firme, que fazeis bem em ter diante dos olhos, qual lâmpada que brilha em lugar tenebroso” [2 Pd 1,19].

Latim

Ut nihilominus fidei nostrae obsequium rationi consentaneum [cf. Rm 12,1] esset, voluit Deus cum internis Spiritus Sancti auxiliis externa iungi revelationis suae argumenta, facta scilicet divina, atque imprimis miracula et prophetias, quae cum Dei omnipotentiam et infinitam scientiam luculenter commonstrent, divinae revelationis signa sunt certissima et omnium intelligentiae accommodata [can. 3 et 4]. Quare tum Moyses et Prophetae, tum ipse maxime Christus Dominus multa et manifestissima miracula et prophetias ediderunt; et de Apostolis legimus: “Illi autem profecti praedicaverunt ubique Domino cooperante et sermonem confirmante sequentibus signis” [Mc 16,20]. Et rursum scriptum est: “Habemus firmiorem propheticum sermonem, cui benefacitis attendentes quasi lucernae lucenti in caliginoso loco” [2 Pt 1,19].

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