DH 3114
As decisões do concílio do Vaticano não oferecem sombra de pretexto para dizer que o Papa se tornou um soberano absoluto e, em virtude de sua infalibilidade, “um soberano perfeitamente absoluto mais que qualquer monarca absoluto do mundo”. Em primeiro lugar, o âmbito do poder eclesiástico do Papa é essencialmente diferente daquele sobre o qual se estende a soberania temporal dos monarcas; também não contestam os católicos em nenhum lugar a soberania do príncipe local no âmbito do Estado. Mas, abstração feita disso, a 663 qualificação de monarca absoluto também não se aplica ao Papa nos assuntos eclesiásticos, visto que ele está sob o direito divino e ligado às disposições estabelecidas por Cristo para a sua Igreja. Ele não pode modificar a constituição dada à Igreja por seu divino fundador como um legislador temporal pode modificar a constituição do Estado. A constituição da Igreja é fundada, em todos os seus pontos essenciais, sobre uma disposição divina fora de alcance da arbitrariedade humana.
Die Beschlüsse des Vaticanischen Concils bieten ferner keinen Schatten von Grund zu der Behauptung, es sei der Papst durch dieselben ein absoluter Souverän geworden, und zwar vermöge seiner Unfehlbarkeit ein “vollkommen absoluter, mehr als irgendein absoluter Monarch in der Welt”. Zunächst ist das Gebiet, auf welches sich die kirchliche Gewalt des Papstes bezieht, wesentlich verschieden von demjenigen, worauf sich die weltliche Souveränität des Monarchen bezieht; auch wird die volle Souveränität des Landesfürsten auf staatlichem Gebiete von Katholiken nirgends bestritten. Aber abgesehen hiervon kann die Bezeichnung eines absoluten Monarchen auch in Beziehung auf kirchliche Angelegenheiten auf den Papst nicht angewendet werden, weil derselbe unter dem göttlichen Rechte steht und an die von Christus für seine Kirche getroffenen Anordnungen gebunden ist. Er kann die der Kirche von ihrem göttlichen Stifter gegebene Verfassung nicht ändern wie der weltliche Gesetzgeber eine Staatsverfassung ändern kann. Die Kirchenverfassung beruht in allen wesentlichen Punkten auf göttlicher Anordnung und ist jeder menschlichen Willkür entzogen.