Denzinger · DH 3287

DH 3287

- Ao professor de Sagrada Escritura prestará bom serviço igualmente o c o n h e c i m e n t o d a s c i ê n - c i a s d a n a t u r e z a , com o que mais facilmente descobrirá e refutará os sofismas desse tipo dirigidos contra os livros sagrados. Na verdade, não pode haver real oposição entre o teólogo e o físico, desde que um e outro se mantenham em seu próprio campo, evitando, segundo a advertência de S. Agostinho, “afirmar algo temerariamente e como conhecido o que é desconhecido” 1 . Se, contudo, estiverem em desacordo sobre 702 como o teólogo deve se comportar, eis aqui em resumo a regra que ele <Agostinho> sugere: “Tudo o que eles puderem demonstrar, com argumentos verdadeiros, sobre a natureza das coisas”, diz ele, “mostremos que não contradiz as nossas Escrituras; tudo, porém, que apresentarem em qualquer de seus escritos como contrário às nossas Escrituras, ou seja, à fé católica, demonstremos de algum modo ou creiamos sem vacilar que é absolutamente falso” 2 .

Latim

Scripturae sacrae doctori c o g n i t i o n a t u r a l i u m r e r u m bono erit subsidio, quo huius quoque modi captiones in divinos libros instructas facilius detegat et refellat. Nulla quidem theologum inter et physicum vera dissensio intercesserit, dum suis uterque finibus se contineant, id caventes secundum S. Augustini monitum, “ne aliquid temere et incognitum pro cognito asserant” 1 . Sin tamen dissenserint, quemadmodum se gerat theologus, summatim est regula ab eodem oblata: “Quidquid, inquit, ipsi de natura rerum veracibus documentis demonstrare potuerint, ostendamus nostris Litteris non esse contrarium: quidquid autem de quibuslibet suis voluminibus his nostris Litteris, id est catholicae fidei, contrarium protulerint, aut aliqua etiam facultate ostendamus aut nulla dubitatione credamus esse falsissimum” 2 .

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