DH 3329
Sem dúvida o Espírito Santo habitou também pela graça nos justos que viveram antes de Cristo, como encontramos escrito a respeito dos profetas, de Zacarias, de João Batista, de Simeão e de Ana; de fato, o Espírito Santo foi dado no dia de Pentecostes, não “para que então pela primeira vez começasse a inabitar nos Santos, mas para inundar mais copiosamente, cumulando seus dons, não começando, nem sendo novo na obra, porque era mais rico na generosidade” 1 . Mas se esses homens eram contados entre os filhos de Deus, não ficavam, por sua condição, menos semelhantes a escravos, pois também o filho “não difere em nada de um escravo” enquanto está “debaixo de tutores e procuradores” [Gl 4,1s]; e, além de não haver neles justiça a não ser aquela que provém dos méritos do Cristo por vir, a comunicação do Espírito depois de Cristo é bem mais copiosa, mais ou menos como o montante combinada ultrapassa em valor o arras e a verdade supera de longe a imagem.
Certum quidem est, in ipsis etiam hominibus iustis qui ante Christum fuerunt, insedisse per gratiam Spiritum Sanctum, quemadmodum de prophetis, de Zacharia, de Ioanne Baptista, de Simeone et Anna scriptum accepimus; quippe in Pentecoste non ita se Spiritus Sanctus tribuit, “ut tunc primum esse Sanctorum inhabitator inciperet, sed ut copiosius inundaret, cumulans sua dona, non inchoans, nec ideo novus opere, quia ditior largitate” 1 . Verum, si et illi in filiis Dei numerabantur, condicione tamen perinde erant ac servi, quia etiam filius “nihil differt a servo”, quousque est “sub tutoribus et actoribus” [Gal 4,1s]: ac, praeterquam quod iustitia in illis non erat nisi ex Christi meritis adventuri, communicatio Spiritus Sancti post Christum facta multo est copiosior, propemodum ut arram pretio vincit res pacta atque ut imagini longe praestat veritas. …