DH 3362
… Até os signos nos quais consiste este sacramento são estímulos muito oportunos de união. A respeito disso diz são Cipriano: “… Quando chama seu corpo de pão, constituído pela união de muitos grãos, o Senhor indica a união de nosso povo por ele sustentado; e quando chama o vinho o seu sangue espremido e reunido de muitos cachos e uvas, significa igualmente nosso rebanho articulado de uma multidão levada à unidade” 1 . Do mesmo modo o Doutor Angélico 2 comenta assim a sentença de Agostinho: “‘Nosso Senhor nos legou seu corpo e sangue nestas realidades que reúnem algo do que é múltiplo, pois uma, o pão, consta de muitos grãos, a outra, o vinho, se recolhe de muitas uvas’ 3 , e por isso Agostinho diz, em outro lugar: ‘Ó sacramento da piedade, ó signo da unidade, ó vínculo da caridade’ 4 ”. Tudo isso é confirmado pela sentença do Concílio de Trento <que diz> que Cristo deixou a Eucaristia à Igreja “como símbolo de sua unidade e caridade, pela qual quis todos os cristãos unidos e articulados entre si … símbolo daquele único corpo do qual ele mesmo é a cabeça …” [*1635 1638]. Isso também o disse Paulo: “Visto que há um só
… Vel signa ipsa quibus huiusmodi constat sacramentum peropportuna coniunctionis incitamenta sunt. Qua de re sanctus Cyprianus: “… Quando Dominus corpus suum panem vocat de multorum granorum adunatione congestum, populum nostrum quem portabat indicat adunatum; et quando sanguinem suum vinum appellat de botris atque acinis plurimis expressum atque in unum coactum, gregem item nostrum significat commixtione adunatae multitudinis copulatum” 1 . Similiter Angelicus Doctor 2 ex Augustini sententia haec habet: “‘Dominus noster corpus et sanguinem suum in eis rebus commendavit, quae ad unum aliquid rediguntur ex multis; namque aliud, scilicet panis, ex multis granis in unum constat, aliud, scilicet vinum, in unum ex multis acinis confluit’ 3 , et ideo Augustinus alibi dicit: ‘O sacramentum pietatis, o signum unitatis, o vinculum caritatis’ 4 ”. Quae omnia confirmantur Concilii Tridentini sententia, Christum Eucharistiam Ecclesiae reliquisse “tamquam symbolum eius unitatis et caritatis, qua Christianos omnes inter se coniunctos et copulatos esse voluit … symbolum unius illius corporis, cuius ipse caput exsistit …” [*1635 1638]. Idque edixerat Paulus: “Quoniam unus panis, unum corpus mul-