Denzinger · DH 361

DH 361

(Cap. 4, § 13) Se acaso pensam falar pia e acertadamente quando dizem, com razão, que as almas, pelos pais, são transmitidas envolvidas em pecados, devem numa sábia distinção discernir o seguinte: que pelos <pais> só pode ser transmitido o que por sua maligna temeridade foi produzido, isto é, a culpa e o castigo do pecado, que, evidentemente, a geração seguinte exibe por transmissão, no sentido de que os homens nascem maus e distorcidos. Somente nisto, como bem se vê, Deus não tem participação alguma, pois ele, para que não caíssem nessa fatalidade calamitosa, suscitado o terror da morte, os proibiu e advertiu previamente. Assim aparece com clareza o que é transmitido pelos pais por meio da transmissão, enquanto também se manifesta o que Deus operou ou opera, do início até o fim. 498 – 19 jul. 514 Anastásio I, depois de 506 Anastásio”. Foi escrita entre 506 e 512. (1866) 556-559 / BullTau apêndice 1, 342b-344b. – Reg.: JR

Latim

(c. 4 § 13) Qua putant fortasse pie ac bene se dicere, ut animas merito dicant a parentibus tradi, cum sint peccatis implicitae, haec ab ipsis sapienti debent separatione discerni: quod ab illis nihil aliud potest tradi, quam quod ab ipsorum mala praesumptione commissum est, id est, culpa poenaque peccati, quam per traducem secuta progenies evidenter ostendit, ut pravi homines distortique nascantur. In quo solo utique Deus nullam communionem habere perspicue cernitur, qui ne in hanc necessitatem calamitatis inciderent, genito mortis terrore prohibuit atque praedixit. Itaque per traducem, quod a parentibus traditur, evidenter apparet, et quid ab initio usque ad finem vel operatus sit Deus vel operetur ostenditur. SÍMACO: 22 nov. 362: Carta “Ad augustae memoriae”, ao imperador A esta carta é dado também o título de “Apologia contra Ed.: Thl 634-636 (= carta 6) / J. Tosi: ÖstVJKTh 5

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